Trump lança agenda energética e promete empregos com petróleo e gás
Governo americano promete expansão de perfurações de petróleo, fim de subsídios para elétricos e retomada do gás natural
O governo de Donald Trump deu início a uma série de medidas para reverter as políticas energéticas adotadas por Joe Biden e impulsionar a produção de petróleo e gás nos Estados Unidos.
Em entrevista à Fox News nesta segunda-feira, 3, o secretário de Energia, Rick Perry, afirmou que as ações adotadas logo no primeiro dia de governo irão garantir a segurança energética e a criação de milhares de empregos no setor.
Entre as principais mudanças está a expansão das concessões de perfuração em áreas terrestres e marítimas, revertendo as restrições impostas pela administração anterior. Segundo Perry, a medida permitirá aos EUA aumentar a produção interna de petróleo e gás, reduzindo a dependência de importações de países rivais. “Com essa expansão, reassumiremos a liderança global em energia”, disse.
Perry destacou que o setor offshore, responsável por 14% da produção nacional de petróleo, pode quase dobrar de valor nos próximos anos, atingindo US$ 75 bilhões até 2032. A medida também deve estimular o mercado de trabalho, com a criação de empregos nas regiões costeiras, como Alasca, Califórnia e estados do Golfo.
Outra prioridade é o fim da pausa nas licenças para exportação de gás natural liquefeito (LNG). Segundo o secretário, a retomada dessas autorizações permitirá ao setor contribuir novamente para o crescimento econômico e fortalecer o abastecimento energético de aliados europeus. Em 2023, o setor de LNG gerou mais de 200 mil empregos nos EUA.
O governo Trump também anunciou uma revisão das políticas de subsídios a veículos elétricos. A ordem executiva assinada por Trump suspende incentivos federais para a compra de carros elétricos e o financiamento de infraestrutura de recarga. “Os consumidores devem ser livres para escolher o que dirigir, sem imposições do governo”, afirmou Perry.
Com essas medidas, o governo aposta em uma retomada econômica semelhante à do primeiro mandato de Trump, quando os EUA se consolidaram como o maior exportador mundial de gás natural. Perry afirmou que a administração está “corrigindo os erros do passado” e garantindo uma “energia acessível e segura para todos os americanos”.
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