Trump faz acordo com a Meta em ação por suspensão de contas
Presidente americano receberá US$ 25 milhões de empresa de Mark Zuckerberg
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a empresa Meta assinaram um acordo no valor de US$ 25 milhões para encerrar um processo movido pelo republicano em 2021, após suspensão de suas contas no Facebook e Instagram.
A empresa, porém, não assumirá responsabilidade pela derrubada dos perfis.
Do total, US$ 22 milhões serão destinados para um fundo da biblioteca presidencial do republicano. O restante cobrirá custos do processo movido por Trump.
As negociações para o encerramento da ação se intensificaram desde que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, decidiu aproximar-se do republicano. Em novembro do ano passado, o bilionário visitou Trump em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida.
Em 7 de janeiro, o relacionamento entre os dois ficou ainda mais próximo quando Zuckerberg anunciou mudanças no monitoramento de conteúdos nas plataformas da empresas para garantir a liberdade de expressão.
O bilionário gravou um vídeo no qual dizia contar com Trump para evitar ações de censura em todo o mundo.
Ao lado de CEOs das principais big techs, Zuckerberg acompanhou a posse de Donald Trump, no Capitólio, em 20 de janeiro.
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Suspensão de contas
Em julho de 2021, Trump processou a Meta após ter suas contas do Facebook, Twitter (atual X) e Youtube suspensas devido a publicações sobre o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro daquele ano.
Na denúncia, o republicano alegou ter sido censurado pela empresa, o que classificou como um “efeito paralisante no debate político“. Trump exigia a restauração integral de seus perfis.
No ano seguinte, um juiz federal rejeitou o pedido do republicano sob a alegação de que decisões de empresas privadas não feriam a Primeira Emenda, que, segundo o magistrado, protege os cidadãos de restrições impostas pelo governo.
Meses depois, a defesa de Trump solicitou a apresentação de uma segunda versão do processo com novos elementos.
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