Trump expõe democratas como fracos no combate ao crime, diz analista
Colunista americana afirma que o partido democrata prioriza criminosos em vez de cidadãos e pode repetir a derrota eleitoral de 1988
A comentarista Liz Peek, em artigo publicado na Fox News, argumenta que o Partido Democrata corre o risco de repetir o fracasso eleitoral de 1988 ao priorizar criminosos em vez de cidadãos.
Ela escreve que Donald Trump, ao enviar a Guarda Nacional para Washington, mostrou resultados enquanto governadores e prefeitos democratas rejeitam apoio federal.
Peek recorda que George H. W. Bush venceu Michael Dukakis explorando sua imagem de “suave com o crime”, citando o caso de Willie Horton.
Segundo ela, esse episódio moldou a política criminal americana e levou democratas, anos depois, a aprovarem o Crime Bill de 1994, assinado por Bill Clinton e escrito por Joe Biden.
A autora sustenta que o partido abandonou a linha dura após a pandemia, mesmo diante de pesquisas da Associated Press que mostram ampla maioria da população vendo o crime como problema grave.
Ela diz que, em vez de endurecer, líderes democratas passaram a defender medidas como fiança sem dinheiro e fechamento de prisões.
Peek cita o deputado estadual Zohran Mamdani, que declarou “temos que nos perguntar que propósito as prisões servem”, e o governador Gavin Newsom, que já fechou quatro presídios na Califórnia.
Ela também aponta a atuação de juízes e promotores em Nova York, como Alvin Bragg, que anunciou não priorizar delitos como invasão, prostituição e resistência à prisão.
Na visão da colunista, essas políticas enfraquecem a polícia. Ela reproduz a crítica do sindicato de Nova York de que “há gente demais que acredita que pode cometer crimes e não sofrer consequências”.
Casos como o do prefeito Brandon Johnson, em Chicago, que chamou encarceramento de “doença”, reforçam o argumento de descolamento dos eleitores.
Peek alerta que esse cenário pode gerar consequências políticas.
Ela prevê que republicanos explorarão tragédias como o assassinato da refugiada ucraniana Iryna Zarutska por um reincidente, levantando a pergunta: por que ele não estava preso? Para a autora, os democratas não terão resposta convincente.