Trump: “Esses assassinatos horríveis, baseados em antissemitismo, devem acabar”
Presidente dos EUA chama atentado de “ato de antissemitismo” e cobra fim do radicalismo; vítimas foram executadas diante do Museu Judaico na capital americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o assassinato de dois diplomatas da embaixada de Israel em Washington como um ato de “ódio e radicalismo” e exigiu providências imediatas contra a violência antissemita.
O atentado ocorreu na noite de quarta-feira, 21, em frente ao Museu Judaico da capital americana, e resultou na morte de Yaron Lischinsky, de 28 anos, e Sarah Milgrim, de 27.
“Esses assassinatos horríveis em D.C., obviamente baseados em antissemitismo, devem acabar, agora!”, declarou Trump em mensagem publicada nas redes sociais às 23h40 da quarta-feira.
“Ódio e radicalismo não têm lugar nos Estados Unidos. Condolências às famílias das vítimas. É triste que algo assim possa acontecer. Deus os abençoe!”
O crime foi cometido por Elias Rodriguez, de 30 anos, preso em flagrante após o ataque.
O atirador gritou “Palestina livre” ao ser detido e confessou os disparos. Segundo testemunhas, Rodriguez tentou se infiltrar no evento que ocorria dentro do museu, gritando slogans radicais e portando um lenço vermelho, símbolo de militância palestina.
As vítimas haviam acabado de sair de uma recepção para jovens diplomatas promovida pelo Comitê Judaico Americano.
Ambos estavam desarmados. Lischinsky era cidadão israelense e alemão e atuava no setor político da embaixada. Milgrim, americana, trabalhava com diplomacia pública. O embaixador Yechiel Leiter confirmou que Lischinsky havia comprado um anel de noivado para pedir Sarah em casamento em Jerusalém.
A embaixada de Israel divulgou nota declarando:
“Yaron e Sarah eram nossos amigos e colegas. Estavam no auge de suas vidas. Esta noite, um terrorista os assassinou a tiros enquanto saíam de um evento. Toda a equipe da embaixada está devastada. Não há palavras para expressar nosso luto e horror.”
O presidente Trump já havia adotado medidas duras contra o antissemitismo em universidades e espaços públicos, e sua resposta ao atentado reforça a promessa de intensificar o combate a movimentos radicais.
O FBI assumiu as investigações com apoio da força-tarefa antiterrorismo.
A execução de dois jovens diplomatas desarmados, em plena capital americana, fora de qualquer zona de guerra, gerou comoção em Israel e nos Estados Unidos.
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