Trump diz aprovar transmissão de fuzilamento nos EUA
Presidente afirmou apoiar a exibição ao vivo da execução de Nidal Hasan, marcada para 3 de dezembro, mas disse que nada foi decidido
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 9, que aprova a transmissão ao vivo do fuzilamento de Nidal Hasan, ex-militar condenado pelo ataque à base de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Questionado pela jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, Trump respondeu: “Eu aprovo, com certeza”. Ele afirmou, porém, que ainda não há decisão sobre o tema.
Declarações de Trump
Mais cedo, o presidente havia chamado Hasan de “maníaco” e dito que ele “merece” morrer por fuzilamento.
Ao comentar o caso, afirmou: “Vamos aplicar a pena de morte a um homem que matou 14 soldados há alguns anos. Pena de morte por fuzilamento. E ele merece. Matou e feriu muitas, muitas pessoas. É um maníaco”.
Trump também disse que o sistema penal mudou: “Hoje, você pode fazer praticamente qualquer coisa e nada acontece. Mas estamos mudando isso, como vocês estão vendo”.
O presidente autorizou pessoalmente a execução, procedimento exigido pela Constituição americana para militares e ex-militares.
Data e formato
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, informou na quinta-feira, 8, que a execução ocorrerá em 3 de dezembro, por pelotão de fuzilamento.
Em entrevista ao canal Real America’s Voice, ele disse que o Exército garantirá que o público possa acompanhar o procedimento, com o objetivo de mostrar que crimes desse tipo têm consequências graves no país. Será a primeira execução pública nos Estados Unidos em 90 anos.
Não está definido se haverá espectadores no local ou se a transmissão será feita pela internet ou pela televisão. Perguntado sobre eventual pedido final de Hasan ou contato dele com o governo, Hegseth respondeu: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro”.
Reações
O vice-presidente J.D. Vance deu posição distinta da de Trump nesta sexta. Afirmou não saber se a execução será transmitida e disse que não assistirá, caso isso ocorra.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou a transmissão ao vivo como forma de “tortura”.
Em mensagem enviada à AFP, o órgão declarou: “Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante”.
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