Trump declara apoio a Netanyahu em crise política de Israel
Presidente dos EUA deve atuar ativamente na campanha eleitoral do premier israelense, prevista para setembro
Donald Trump declarou apoio a Benjamin Netanyahu diante da mais grave crise política da carreira do premier israelense. Com a dissolução da Knesset (parlamento de Israel) e eleições antecipadas convocadas para setembro, o presidente dos EUA deve se engajar diretamente na campanha de seu aliado — como, aliás, costuma fazer em disputas eleitorais de outros países.
Uma aliança além da diplomacia
A relação entre Trump e Netanyahu vai além do alinhamento estratégico entre Washington e Tel Aviv. Segundo a fonte, os dois líderes compartilham afinidade ideológica e amizade pessoal — uma combinação que não existe entre Trump e os principais candidatos da oposição israelense, Naftali Bennett e Yair Lapid.
Esse vínculo tende a se traduzir em apoio concreto durante a campanha. De acordo com o site Infobae, não se descarta em Washington que Trump receba Netanyahu antes da eleição — seja na Casa Branca ou em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.
O envolvimento de Trump em eleições estrangeiras não é novidade. De acordo com a fonte, o presidente republicano já adotou postura semelhante nas disputas em Honduras, ao lado de Tito Asfura, e na Argentina, em apoio a Javier Milei — ambos descritos como aliados políticos de Trump na América Latina.
O contexto da crise israelense
O cenário que abre espaço para essa movimentação tem origem em um racha interno do governo Netanyahu. A coalizão governista desmoronou após o premier retirar da pauta um projeto de lei que isentava estudantes de academias religiosas do serviço militar nas Forças de Defesa de Israel (FDI). A proposta, conhecida pelo princípio Torato Unamuto — “Sua Torá, seu ofício” —, era uma demanda central dos partidos ultraortodoxos que sustentavam o governo.
Sem votos para aprovar a medida na Knesset, Netanyahu optou por abandoná-la. A decisão custou o apoio de seus aliados religiosos. “Já não confiamos em Netanyahu”, declarou o rabino Dov Lando, líder espiritual de uma das bancadas que integrava a coalizão.
Com a dissolução do parlamento, as eleições foram antecipadas para antes ou durante setembro — mês que também concentra celebrações religiosas importantes no calendário judaico, o que adiciona uma variável à definição da data exata do pleito.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)