Trump conversa com Netanyahu sobre o Irã
Republicano voltou a tratar com premiê israelense sobre programa nuclear iraniano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta terça-feira, 22, que conversou por telefone com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, sobre “vários assuntos” , entre os quais o Irã.
“Acabei de falar com o Primeiro-Ministro de Israel, Bibi [Benjamin Netanyahu] sobre vários assuntos, incluindo comércio, Irã, etc. A conversa correu muito bem — estamos do mesmo lado em todas as questões”, escreveu Trump na rede social Truth Social.
Os dois líderes têm se juntado para tratar da ameaça nuclear iraniana.
Neste mês, Netanyahu visitou a Casa Branca com objetivo de conversar sobre o programa nuclear de Teerã.
No dia seguinte ao encontro, o premiê israelense afirmou que um acordo com o regime iraniano eria possível apenas através da destruição das armas nucleares de Teerã.
“Nós concordamos que o Irã não terá armas nucleares. Isso pode ser alcançado por meio de um acordo, mas somente se for um acordo no estilo da Líbia: que entremos, destruamos as instalações, desmontemos todo o equipamento , sob supervisão e execução americanas“, disse em vídeo.
Netanyahu, porém, considerou a hipótese dos iranianos rejeitarem um acordo proposto pelos Estados Unidos e “simplesmente prolongue as conversas”.
Nesse cenário, segundo o primeiro-ministro, “uma segunda opção militar se torna uma possibilidade”.
No início do mês, representantes Estados Unidos e Irã iniciaram negociações indiretas em Omã.
Pedido iraniano
Os diplomatas do Irã disseram aos Estados Unidos, segundo revelou a agência Reuters nesta sexta, 18, que o país está pronto para aceitar alguns limites ao seu enriquecimento de urânio, mas precisava de garantias inequívocas de que o presidente Donald Trump (foto) não abandonará novamente o pacto nuclear.
A solicitação, contudo, não pode ser aceita por Trump.
Primeiro, porque o republicano é um dos presidentes americanos mais imprevisível da história.
Segundo, porque Trump não terá como conseguir mais quatro anos de mandato.
Em 2018, durante seu primeiro mandato, Trump retirou os Estados Unidos do acordo que tinha sido costurado com as potências europeias, afirmando que o Irã financiava grupos armados no Oriente Médio, como os Houthis no Iêmen, o Hezbollah no Líbano, milícias xiitas no Iraque e o regime do ditador sírio Bashar Assad.
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