Trump constrange premiê japonesa ao citar Pearl Harbor
Comentário foi efeito após questionamento sobre estratégia de “efeito surpresa” na ofensiva ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou o ataque de surpresa do Japão a Pearl Harbor, na Segunda Guerra Mundial, ao ser questionado por um repórter japonês a decisão de sua administração de não informar países aliados antes da ofensiva militar contra o Irã.
A comparação gerou ainda mais constrangimento por ter sido feita ao lado da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, durante reunião nesta quinta, 19, no Salão Oval da Casa Branca.
“Uma questão: Por que vocês não informaram os aliados – na Europa, na Ásia, como o Japão – antes de atacar o Irã? Nós ficamos muito confusos sobre isso”, questionou o jornalista.
Trump respondeu:
“Não contamos a ninguém porque queríamos que fosse uma surpresa. A gente queria surpresa — quem entende melhor de surpresa do que o Japão? Por que vocês não me contaram sobre Pearl Harbor?“, disse Trump, acrescentando: “Acho que vocês acreditam em surpresas muito mais do que nós.”
“E por causa dessa surpresa, nós realizamos, nos dois primeiros dias, provavelmente 50% do que tínhamos planejado — e muito mais do que prevíamos. Então, se eu contar para todo mundo, não será mais surpresa, certo?”, finalizou.
Sentada ao seu lado, Takaichi manteve expressão séria enquanto Trump fazia referência ao ataque japonês que matou milhares de soldados americanos no Havaí.
Otan e Japão
Durante o encontro, Trump afirmou que, ao contrário, da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Tóquio estava “realmente fazendo a sua parte” no apoio à posição dos EUA contra o Irã.
Os dois países discutem o possível uso de navios caça-minas japoneses para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto-chave para o fluxo global de petróleo.
“Estou pronta para entrar em contato com muitos dos parceiros da comunidade internacional para alcançarmos juntos nosso objetivo”, disse a primeira-ministra japonesa.
“Portanto, hoje vim aqui à Casa Branca para transmitir esta mensagem diretamente a vocês. E falando sobre a situação no Irã, o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã jamais deve ser permitido.”
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