Trump considera viajar ao Egito para negociações de paz entre Israel e Hamas
"É possível que vá para lá em algum momento perto do fim da semana, talvez no domingo, na verdade", afirmou o presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou nesta quarta-feira, 8, que poderá viajar ao Egito no próximo domingo, 12, caso as negociações entre Israel e o grupo terrorista Hamas sobre o seu plano de paz para a Faixa Gaza apresentem avanços concreto.
“É possível que vá para lá em algum momento perto do fim da semana, talvez no domingo, na verdade”, disse Trump a jornalistas.
Ele garantiu que as conversas estão progredindo bem e que os EUA seguem trabalhando com os envolvidos para viabilizar um acordo.
“Nossa negociação final, como vocês sabem, é com o Hamas, e parece estar indo bem. Então, avisaremos vocês; se for esse o caso, provavelmente partiremos no domingo, talvez no sábado”, disse.
“’Paz para o Oriente Médio’ é uma frase linda, e esperamos que se torne realidade; está muito perto”, acrescentou Trump.
Equipe americana
A equipe americana presente no Egito é liderada pelo enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e pelo genro de Trump, Jared Kushner, que também participou de negociações durante o primeiro mandato do republicano, incluindo os Acordos de Abraão.
Juntaram-se às conversas o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e uma delegação turca liderada pelo chefe de inteligência Ibrahim Kalin.
Plano de Trump
O plano dos Estados Unidos prevê um cessar-fogo imediato, a libertação dos reféns israelenses em até 72 horas, o desarmamento do Hamas e a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza.
Também propõe um governo transitório para Gaza, sem participação do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina, e prevê a criação de uma força internacional temporária.
Israel anunciou nesta sexta-feira, 3, que está se preparando para a implementação da primeira fase do plano e afirmou que continuará atuando em cooperação com os Estados Unidos, “de acordo com os princípios estabelecidos por Israel, que são consistentes com a visão do presidente Trump”.
O Hamas aceitou discutir a proposta com Trump e Israel, incluindo a possibilidade de liberar os reféns israelenses. Um representante do grupo terrorista afirmou à AFP que ainda precisa de prazo adicional para analisar o plano, especialmente as cláusulas relacionadas ao desarmamento.
A proposta americana, apoiada por países árabes e ocidentais, prevê anistia para integrantes do Hamas que entregarem suas armas e se comprometerem com a coexistência pacífica. No entanto, pontos como o cronograma da retirada israelense e as condições para o desarmamento do Hamas ainda não foram detalhados.
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Comentários (1)
MARCOS
08.10.2025 19:00ENQUANTO O HAMAS EXISTIR NÃO HAVERÁ PAZ. ESSE GRUPO TERRORISTA QUER ANIQUILAR ISRAEL E NÃO ABRE MÃO DISSO. ANOTEM AÍ. NÃO VAI DEMORAR E VÃO EFETUAR NOVOS ATAQUES TERRORISTAS CONTRA O POVO DE ISRAEL.