Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro
Documento garante residência permanente nos EUA ao ex-deputado, condenado pelo STF no mês passado
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro obteve um green card emitido pelo governo dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país, com direito a viver, trabalhar e estudar por tempo indeterminado.
A concessão ocorre poucas semanas depois de o Supremo Tribunal Federal condená-lo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, em meio a um momento de forte atrito diplomático entre Brasil e Estados Unidos.
Condenação e tarifaço
O STF concluiu que Eduardo Bolsonaro atuou em território americano para interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a denúncia analisada pela Corte, o próprio ex-deputado admitiu ter articulado sanções e medidas econômicas dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
O episódio ocorre logo após um novo aumento tarifário de 25% imposto por Washington a produtos brasileiros na semana passada. Desde 2025, o presidente Donald Trump associa publicamente medidas econômicas contra o Brasil ao tratamento dado a Jair Bolsonaro pelo Judiciário.
Extradição mais distante
Paulo Figueiredo, amigo e aliado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, disse à coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha, que o pedido de residência permanente foi protocolado há mais de um ano e exigiu comprovação de diversos requisitos legais. “Eduardo agora está protegido pela Constituição americana”, declarou.
Figueiredo afirmou ainda que qualquer ação de perseguição contra o ex-deputado poderia se inserir “no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil”.
O STF já tratava como remota a hipótese de extradição, cenário que se torna ainda mais improvável diante do novo status migratório.
Com o green card, Eduardo Bolsonaro passa a ter praticamente os mesmos direitos de um cidadão americano, com exceção do voto. Ele já havia declarado publicamente sofrer perseguição política e afirmado ter deixado o Brasil para não se submeter a um “regime de exceção”.
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Comentários (1)
Ita
20.07.2026 19:06Opa!! agora sim. Podendo ficar indefinidamente lá o bananinha não atrapalha aqui presencialmente, pelo menos .