Trump cobra fim de execuções no Irã
Presidente americano associa mortes de manifestantes a colapso financeiro das forças militares iranianas
Donald Trump exigiu nesta terça-feira, 25, que o governo do Irã interrompa as execuções de pessoas ligadas aos protestos ocorridos no início do ano, antes do conflito armado entre iranianos e americanos.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente classificou a situação como uma crise humanitária e ligou as mortes à incapacidade do regime de pagar salários a integrantes das Forças Armadas.
Declaração na Truth Social
Segundo mensagem publicada por Trump, “a fracassada república islâmica do Irã não paga a muitos de seus militares, enquanto assassina manifestantes, mesmo quando não estão manifestando, numa magnitude nunca vista antes. Trata-se de uma crise humanitária de proporções épicas e deve parar, AGORA”.
Não há confirmação sobre qual informação levou o mandatário a divulgar a mensagem nesta data. Desde 28 de fevereiro, início do confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã, o número de execuções no país persa cresceu de forma contínua, conforme relatado pela reportagem.
Origem nos protestos de dezembro
Os bombardeios de Estados Unidos e Israel que deram início à guerra aconteceram semanas depois de uma repressão violenta a manifestações populares no Irã. Os atos haviam começado no fim de dezembro, motivados pelo encarecimento do custo de vida, e se transformaram rapidamente em protestos contra o governo.
Autoridades iranianas contabilizaram mais de três mil mortes, atribuindo os episódios a ações terroristas coordenadas por americanos e israelenses. Entidades de direitos humanos baseadas fora do país apontam um total de vítimas superior e afirmam que agentes de segurança atiraram contra os manifestantes.
Vídeo levanta suspeita de ameaça a Barron Trump
No mesmo dia da publicação, o Serviço Secreto dos Estados Unidos declarou acompanhar um vídeo veiculado por veículos estatais iranianos que sugere risco à vida de Barron Trump, filho mais novo do presidente.
O porta-voz Nate Herring afirmou: “El Servicio Secreto de Estados Unidos está al tanto del video e investiga cualquier cosa que pueda percibirse como una amenaza contra las personas bajo nuestra protección”. Ele completou: “Por razones de seguridad operativa, no comentamos asuntos de inteligencia de protección”.
Conteúdos com ameaças ao presidente americano e a familiares voltaram a circular em meios iranianos após a morte do então líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, atribuída a forças dos Estados Unidos no começo da guerra.
Pressão econômica e movimentação diplomática
Um dia antes, o Tesouro americano havia sancionado cerca de sessenta entidades ligadas ao Irã, boa parte delas registrada na China, sem aplicar, até o momento, punições secundárias a nações que mantêm comércio com Teerã. Pequim afirmou monitorar o tema e defendeu a parceria com os iranianos como compatível com normas internacionais.
Enquanto isso, uma comitiva paquistanesa chefiada pelo comandante do Exército, marechal de campo Asim Munir, deixava Teerã após reuniões voltadas à reabertura do Estreito de Ormuz e à retomada de negociações de paz.
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, descreveu o encontro com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian como “muito positivo”. Um petroleiro também foi atingido por um projétil próximo a Omã, na região de Ormuz, sem feridos entre a tripulação.
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