Trump classifica reunião com “dinâmico presidente do Brasil” como “produtiva”
Em postagem na Truth Social, o presidente americano disse ter conversado sobre comércio e tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “muito produtiva” a reunião realizada nesta quinta-feira (7) com o “dinâmico presidente do Brasil” Lula (PT), na Casa Branca.
Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou que o encontro tratou de “diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”. Segundo Trump, haverá outras reuniões entre representantes de ambos os países.
“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo Comércio e, especificamente, Tarifas. A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário. Presidente DONALD J. TRUMP”, diz a postagem.
Lula chegou à residência oficial do presidente americano por volta do meio-dia e deixou o local às 15h15 (horário de Brasília), sem falar com a imprensa.
Almoço
Após uma reunião a portas-fechadas, Lula participou de um almoço servido pela Casa Branca.
O G1 revelou o cardápio servido aos líderes.
Eis o cardápio servido:
- Entrada: salada de alface romana com jícama, gomos de laranja, abacate e molho cítrico.
- Prato principal: filé de carne grelhado com purê de feijão-preto, mini pimentões doces e relish de rabanete com abacaxi. Uma opção vegetariana também estava disponível.
- Sobremesa: torta de pannacotta com mel e pêssegos caramelizados de verão, acompanhada de sorvete de crème fraîche.
O encontro está sendo tratado como uma “visita de trabalho”, menos formal, do que uma reunião bilateral tradicional.
Organizações criminosas
O encontro entre Lula e Trump é pautado por temas econômicos e de segurança.
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse à imprensa que Lula tentará um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais. “Podemos fazer muita parceria nessa área: controle de fluxo financeiro, investigação”, disse Alckmin.
Lula quer se antecipar com a proposta de um acordo na área de segurança para evitar o pior cenário, aquele em que o governo dos Estados Unidos declara como terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
É esse o pavor de Lula.
O petista tem se declarado contra uma possível decisão americana de classificar esses grupos como terroristas, afirmando que isso poderia violar a soberania nacional.
Quando o assunto veio à tona, Lula foi visto como conivente com os criminosos e viu sua aprovação cair.
Pesquisa Realtime Big Data feita a pedido de Crusoé em março deste ano mostrou que 79% dos brasileiros querem que Lula declare PCC e CV como terroristas.
Para 46% dos entrevistados, a atuação do governo Lula no enfrentamento das organizações criminosas tem sido “péssima”, e para 34%, “ruim”.
Apenas 12% consideram o combate “bom”, enquanto 8% o classificam como “ótimo”.
A pesquisa indicou ainda que 66% dos brasileiros eram favoráveis a uma iniciativa do presidente americano de declarar o PCC e o CV como organizações terroristas.
Caso o PCC e o CV sejam designados terroristas pelos americanos, fornecer “apoio material” a esses grupos passaria a ser considerado crime.
Leia em Crusoé: De faccionados para terroristas
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