Trump celebra acordo de paz entre Camboja e Tailândia
"É um acordo histórico", diz presidente americano, que participou da mediação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou neste domingo, 26, da assinatura de um acordo de cessar-fogo entre Camboja e Tailândia, durante sua passagem por Kuala Lumpur, na Malásia.
O documento foi assinado pelos primeiros-ministros Hun Manet, do Camboja, e Anutin Charnvirakul, da Tailândia, com a presença de Trump e do premiê malaio, Anwar Ibrahim.
O pacto encerra meses de tensão causados por confrontos em áreas fronteiriças ainda não demarcadas, remanescentes do período de colonização francesa.
O conflito, iniciado em julho, deixou mais de 40 mortos e obrigou cerca de 330 mil pessoas a deixarem suas casas. Trump classificou o acordo como “histórico”:
“É um acordo histórico para acabar com o conflito militar entre o Camboja e a Tailândia”, afirmou Trump durante a cerimônia no centro de convenções de Kuala Lumpur.
Ele acrescentou:
“Isso é animador, porque nós fizemos algo que muitos disseram que não podia ser feito e salvamos talvez milhões de vidas neste acordo.”
Mediação e elogios aos líderes regionais
“Eu adoro fazer isso. Eu adoro… é como se… eu não deveria dizer que é um hobby, porque é muito mais sério do que um hobby, mas algo em que sou bom, e é algo que adoro fazer”, acrescentou Trump.
O presidente americano parabenizou os líderes cambojano e tailandês e disse que conversou por telefone com ambos para avançar nas negociações.
“Então, nós passamos o dia todo fazendo ligações telefônicas e foi incrível a forma como eles se uniram muito rapidamente”, afirmou.
O premiê malaio Anwar Ibrahim também elogiou a participação do americano.
“Obrigado, presidente, por seus esforços para garantir a paz em muitas partes do mundo, incluindo Gaza”, disse.
Trump, por sua vez, reconheceu o trabalho da Malásia na mediação do cessar-fogo: “Talvez isso não pudesse ser feito sem isso”.
A assinatura do acordo marca a primeira etapa da viagem asiática de Trump, que seguirá para a Coreia do Sul e se reunirá com o líder chinês Xi Jinping em discussões comerciais.
O presidente americano também se mostrou aberto a encontros com o líder norte-coreano Kim Jong-un.
O conflito entre Camboja e Tailândia, que eclodiu pela disputa de pontos de fronteira, é considerado um dos confrontos mais graves na região nos últimos anos.
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