Trump anuncia viagem a Pequim após conversa com Xi Jinping
Presidentes abordaram temas como o comércio agrícola, o combate ao fentanil e o conflito na Ucrânia, e asseguram que a relação é “sólida”
Donald Trump está (por enquanto) bastante satisfeito com a China. Após uma conversa telefônica nesta segunda-feira, 24, com o presidente chinês Xi Jinping, o líder republicano confirmou que fará uma visita oficial a Pequim em abril de 2026. O último encontro aconteceu durante a cúpula APEC.
Trump deu mais detalhes sobre a conversa por meio de sua rede Truth Social, em que celebrou progressos obtidos e destacou avanços em questões de comércio agrícola e na colaboração para combater o tráfico de fentanil: “Fizemos um acordo importante para nossos grandes agricultores, e só melhorará. Nossa relação com a China é extremamente sólida”.
Autoridades americanas enfatizam que o combate ao tráfico de fentanil e seus traficantes depende da colaboração direta de Pequim. O Ministério das Relações Exteriores chinês, por sua vez, reforçou seu enfoque na “cooperação sobre a base do respeito mútuo”. Pequim destacou a importância de debater assuntos globais, como a estabilidade comercial e a segurança estratégica.
Agenda diplomática e diferenças de foco
A chamada estabeleceu uma agenda ativa de contatos futuros, em um momento de tensões globais. Trump anunciou que Xi Jinping o convidou formalmente para a visita em abril de 2026, abrindo um novo capítulo no relacionamento bilateral. O presidente americano confirmou, adicionalmente, que Xi retribuirá a cortesia com uma viagem de Estado a Washington mais tarde em 2026.
Os governos concordaram em manter canais de comunicação abertos para fortalecer o diálogo diante dos desafios atuais. Trump indicou que a conversa foi uma oportunidade para “atualizar os principais acordos” e confirmar a manutenção do contato. A agenda próxima será marcada por discussões sobre segurança regional, comércio e cooperação antidrogas.
A guerra na Ucrânia foi um dos pontos de pauta do diálogo. Xi expressou apoio a um acordo “duradouro e justo”, embora insista que toda solução deve respeitar os marcos multilaterais. O consenso internacional para encerrar o conflito é visto como importante por nações como Turquia, África do Sul e membros do G20.
Antes das visitas recíprocas, Xi solicitou que Washington assegure um ambiente estável para a relação China-EUA. Enquanto a versão americana da conversa omitiu a menção a Taiwan, a mídia estatal chinesa informou que o assunto foi tratado. A imprensa de Pequim destacou a importância de preservar o princípio de “uma só China”.
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