Trump anuncia nova ordem executiva sobre sistema eleitoral nos EUA
Presidente tem justificado medidas com alegações de fraude generalizada e participação de não cidadãos nas eleições do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), anunciou neste sábado, 30, que pretende assinar uma ordem executiva para tornar obrigatória a apresentação de documento de identidade em todas as eleições do país. A medida, segundo ele, tem por objetivo reforçar a segurança do processo eleitoral.
Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu:
“Documento de identidade eleitoral deve ser exigido em cada votação. SEM EXCEÇÕES! Vou assinar uma ordem executiva para isso!!! Além disso, nada de voto pelo correio, exceto para pessoas muito doentes e para militares que estão longe. USEM APENAS CÉDULAS DE PAPEL!!!”
Em março, Trump já havia assinado uma ordem exigindo comprovação de cidadania para registro de eleitores e determinou que todas as cédulas fossem recebidas até o Dia da Eleição.
Justiça barra ordem executiva de Trump
A Constituição dos EUA delega aos estados a responsabilidade por organizar as eleições. A ordem executiva pode enfrentar contestação judicial, já que cabe ao Congresso, não ao Executivo, sobrepor legislações estaduais sobre o tema.
Em junho, uma juíza federal bloqueou grande parte da ordem de março, que exigia comprovação de cidadania para o registro eleitoral.
A magistrada Denise J. Casper, da Corte Distrital de Massachusetts, afirmou que a medida extrapolava a autoridade presidencial e poderia privar parte do eleitorado do direito ao voto.
Apesar do revés, Trump tem insistido em pressionar mudanças no sistema de votação. Ele defende, por exemplo, o fim das urnas eletrônicas e a contagem manual dos votos.
A obrigatoriedade de identificação de eleitor pode afetar milhões de pessoas que residem nos EUA. Estimativas do Brennan Center for Justice indicam que 21,3 milhões de americanos não possuem documentos de cidadania disponíveis de imediato.
Trump e aliados têm justificado as medidas com alegações de fraude generalizada e participação de não cidadãos nas eleições.
As mudanças propostas pelo republicano ocorrem em meio à preparação para as eleições legislativas de novembro de 2026, que devem servir como primeiro grande teste político de Trump desde seu retorno à Casa Branca.
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