Trump anuncia acordo comercial preliminar entre EUA e China
Trump descreveu a relação entre as duas nações como "excelente" e destacou a importância do acordo para o fornecimento de terras raras essenciais aos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou na quarta-feira, 11 de junho, através de sua plataforma Truth Social, a conclusão de um acordo preliminar com a China, que agora aguarda a aprovação final do presidente Xi Jinping e dele próprio.
Trump descreveu a relação entre as duas nações como “excelente” e destacou a importância do acordo para o fornecimento de terras raras essenciais aos EUA.
Durante um comunicado, o presidente americano afirmou que as negociações ocorridas em Londres resultaram em um “quadro geral” para resolver as disputas comerciais existentes.
As conversações foram o resultado de dois dias intensos de reuniões que se seguiram a discussões anteriores realizadas no mês passado em Genebra, onde já havia sido alcançado um entendimento temporário sobre a redução das tarifas aduaneiras impostas entre os países.
“Fortalecer a cooperação”
O vice-primeiro-ministro da China, que liderou a delegação de seu país nas negociações, enfatizou a necessidade de “fortalecer a cooperação” entre as nações.
As terras raras se mostraram um ponto crucial nas discussões, uma vez que os Estados Unidos buscam reverter o fluxo atual considerado insuficiente pela administração de Trump.
Esses metais são fundamentais para diversas tecnologias modernas, incluindo baterias elétricas e sistemas de defesa.
Além disso, Beijing espera que Washington revise algumas das restrições à exportação de produtos americanos para a China, especialmente na área tecnológica.
O representante chinês no comércio internacional, Li Chenggang, caracterizou as conversas como “profissionais e racionais”, expressando otimismo quanto ao fortalecimento da confiança entre os dois países.
Em declaração à mídia estatal chinesa, He Lifeng reiterou a necessidade de ambas as partes aumentarem sua colaboração e reduzirem mal-entendidos. Ele sublinhou que o encontro em Londres havia gerado novas progressões nas preocupações econômicas e comerciais que afetam os dois países.
Impacto nos mercados financeiros
As notícias sobre o progresso nas negociações tiveram um impacto positivo nos mercados financeiros globais.
As bolsas em Tóquio e Seul fecharam em alta, refletindo um clima otimista em relação à possibilidade de um acordo comercial mais duradouro entre as potências.
A rodada de discussões tinha como objetivo prolongar uma trégua previamente estabelecida em Genebra, onde os EUA concordaram em reduzir tarifas sobre produtos chineses em troca de medidas semelhantes por parte da China.
Entretanto, os efeitos da guerra comercial já são visíveis: as exportações chinesas para os Estados Unidos apresentaram uma queda significativa de 12,7% em maio comparadas ao mês anterior.
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Comentários (1)
Marian
11.06.2025 17:41As potências se entendem... E nós, bem nós ficamos aqui, divididos, aborrecidos, empobrecidos e esquecidos.