Trump ameaça destruir pontes e usinas de energia do Irã
Os ataques serão realizados sempre que o Irã "disparar contra um navio no Estreito de Ormuz"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira, 22, destruir “uma ponte ou usina de energia” do Irã sempre que o país “disparar contra um navio no Estreito de Ormuz”.
“Daqui em diante, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas nas proximidades ou dentro da capital, Teerã”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
A ameaça foi realizada após a décima primeira noite consecutiva de ataques americanos contra o Irã.
Crime de guerra?
A legalidade do ataque a pontes e usinas de energia depende de que elas sejam consideradas objetivos militares, assim como da observância dos princípios de distinção, proporcionalidade e precaução.
O artigo 52 do Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra estabelece que bens civis não podem ser alvo de ataque.
Segundo o documento, um objetivo militar é um bem que, por sua natureza, localização, finalidade ou utilização, contribui efetivamente para a ação militar e cuja destruição oferece uma vantagem militar definida.
Já o artigo 8 do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional considera crime de guerra, entre outras condutas, lançar ataques intencionalmente contra bens civis; lançar ataques sabendo que causarão danos incidentais excessivos à população civil em relação à vantagem militar concreta e direta esperada; e atacar edifícios protegidos, como hospitais e instalações humanitárias.
O custo da guerra contra o Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse na terça-feira, 21, ao Congresso que a guerra contra o Irã custou pelo menos 37,5 bilhões de dólares ao país até o momento.
Em junho, Trump pediu ao Congresso 90 bilhões de dólares em financiamento adicional, a maior parte relacionada ao conflito com o Irã.
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