Trump acena a Bolsonaro na CPAC
O momento foi compartilhado por Eduardo Bolsonaro, que pediu orações a seu pai após denúncia da PGR
Durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimentou neste sábado, 22, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e enviou um “oi” ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O momento foi compartilhado por Eduardo nas redes sociais, que manifestou honra pela “amizade” com o republicano.
Trump afirmou:
“E um amigo meu, Eduardo Bolsonaro, da Câmara dos Deputados do Brasil. Obrigado. Diga ‘oi’ para o seu pai. Obrigado. É uma ótima família.”
Em resposta, Eduardo escreveu que é “uma honra” contar com a “amizade, respeito e estima” de Trump.
Jair Bolsonaro foi impedido de participar do evento de posse do republicano, em 20 de janeiro, por ter o passaporte retido pela Justiça. Eduardo ainda tentou, sem sucesso, garantir um convite formal para o pai por meio de contatos com Donald Trump Jr.
Eduardo pede orações
Durante a CPAC na última quinte-feira, Eduardo também se pronunciou sobre a denúncia feita contra seu pai pela Procuradoria-Geral da República e afirmou que Jair Bolsonaro corre o risco de ser preso.
“O ex-presidente Jair Bolsonaro está em risco de ser preso com as mesmas acusações falsas usadas contra líderes de oposição na Venezuela, Cuba e Nicarágua. Rezem pelo meu pai, rezem pelos brasileiros presos pelo 8 de janeiro. Nós estamos pedindo por anistia no Congresso e esperamos receber o apoio de vocês fora do Brasil.”
Na última terça-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-presidente pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
O material foi remetido ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à suposta trama golpista após as eleições de 2022.
Na denúncia, o procurador-geral da República reiterou a visão da Polícia Federal sobre os episódios pós-eleições de 2022. Assim, Gonet apontou Bolsonaro como o mentor intelectual do plano para permanecer no poder.
Na denúncia apresentada pela PF, o órgão afirmou que o ex-presidente “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um Golpe de Estado”.
Leia mais: “Como Bolsonaro alimentou a “Rataria” – uma cronologia dos fatos”
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
23.02.2025 13:30Guerra civil é fácil para começar, num país que tem 50% que acredita nos seus líderes de um lado ou/e de outro, quando um dos dois é perseguido ou preso, a resposta é uma revolta popular, para pacificar, só depois de muito estrago.