Tribunal Eleitoral boliviano rejeita candidatura de Evo Morales
Dez candidatos foram confirmados pelo órgão eleitoral; Cocalero ficou de fora
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia confirmou a participação de dez candidatos nas eleições presidenciais marcadas para 17 de agosto, sem a presença do ex-presidente Evo Morales.
A candidatura do cocalero foi oficialmente rejeitada.
Segundo o presidente do TSE, Óscar Hassenteufel, as eleições ocorrerão normalmente, apesar da tentativa de apoiadores do ex-presidente de inviabilizar o pleito.
Ao todo, 3.200 candidatos se inscreveram para o próximo pleito e apenas 1.180 foram aprovados pelo órgão eleitoral.
As eleições de agosto também definirão a composição do Congresso boliviano de 2025 a 2030.
Em maio, o TSE já havia negado a tentativa do cocalero de sair candidato.
Ele tentou registrar sua candidatura através do Partido de Ação Nacional Boliviano (Pan-Bol), sigla sem status legal desde o início do mês, após não alcançar 3% dos votos na eleição de 2020.
Apesar da negativa, o ex-presidente fez uma convocação para uma “Grande Reunião Nacional” contra a alegada judicialização da política e a “criminalização do protesto social”.
CIDH
Nesta semana, integrantes do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia solicitaram medidas cautelares à Comissão de Direitos Humanos (CIDH) por receberem ameaças.
Segundo Tahuichi Tahuichi, membro do TSE, as críticas feitas por apoiadores de Morales “beiram a criminalidade” e colocam em risco a sua própria segurança e de seus familiares.
O líder social Enrique Mamani fez ameaças a Tahuichi e ao vice-presidente do TSE, Óscar Hassenteufel, como forma de pressionar pelo registro do ex-presidente como candidato.
“Vocês são são os únicos responsáveis pela mobilização de organizações sociais nas ruas hoje. Se não defenderem a democracia, amanhã revelaremos quem são seus parentes. Porque, se não for por meios jutos, será por meios ilícitos”, ameaçou.
Em 30 de maio, um grupo de pessoas não identificadas detonou fogos de artifícios na casa de Humberto Valenzuela, integrante do TSE.
Depois do episódio, as autoridades eleitorais receberam proteção da polícia boliviana.
Além disso, fizeram um pedido coletivo à CIDH por medidas cautelares.
Este mecanismo de proteção é solicitado quando um indivíduo enfrenta um risco grave de segurança.
Mandado de prisão
Com medo de ser preso, o ex-presidente não sai da região do Trópico de Cochabamba desde outubro do ano passado.
Ele conta com a proteção de plantadores de coca, base de sua influência política e sindical.
No ano passado, o Ministério Público boliviano emitiu uma ordem de captura por abuso de uma menor durante seu mandato.
Morales foi acusado de ter tido um filho com uma adolescente em 2017. Ela tinha entre 14 e 16 anos na ocasião.
Leia mais: Crusoé: Autoridades bolivianas recorrem à CIDH após ameaças de aliados de Morales
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)