Terrorista muçulmano reclamava da “ocidentalização” da família
Viúva diz que ele via roupas, namoro e consumo de álcool dos filhos como sinais de corrupção moral; polícia confirmou juramento ao Estado Islâmico durante o ataque
Jihad al-Shamie (foto), autor do atentado à sinagoga de Heaton Park, em Manchester, via o modo de vida da família como “ocidental demais”.
Segundo a viúva, ele criticava as roupas das filhas, proibia o filho de beber cerveja e tentava impor regras islâmicas rígidas dentro de casa.
O terrorista foi morto pela polícia em 2 de outubro, depois de atropelar e esfaquear fiéis durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas.
A viúva, Elizabeth Davis, contou que o marido dizia não poder “viver entre jovens que bebem e mulheres que saem desacompanhadas”. Ela relatou também episódios de violência e controle, afirmando que ele a agredia por chegar tarde do trabalho.
Durante o ataque, segundo o comando antiterrorismo do Noroeste da Inglaterra, al-Shamie telefonou para o número de emergência 999 e declarou lealdade ao grupo Estado Islâmico. A polícia classificou o caso como terrorismo de motivação islamista.
O comportamento do terrorista segue o padrão descrito por Eric Hoffer, autor de O Verdadeiro Crente, que definiu o fanático como alguém que “precisa de uma causa para fugir de si mesmo”. O escritor David Horowitz também escreveu que o extremista enxerga diferenças culturais como ameaças à pureza moral.
Vizinhos afirmaram ter alertado a polícia durante o confinamento sobre sinais de radicalização. Um deles contou que o homem tentava ensinar o Alcorão a duas crianças afegãs acolhidas em uma casa próxima.
Segundo as autoridades britânicas, o agressor havia perdido o emprego meses antes e se tornado cada vez mais isolado. O Ministério do Interior prometeu reforçar a segurança em locais de culto após o ataque.
Elizabeth Davis disse que pretendia se divorciar e que o marido aceitou a separação cinco dias antes do atentado.
A polícia informou que as denúncias de violência doméstica apresentadas por ela serão analisadas no inquérito principal, que segue sob coordenação do órgão antiterrorismo regional.
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Comentários (3)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
20.10.2025 11:28E esse sujeito era natural da Síria, porque não voltou a morar na terra onde nasceu? Garanto que ninguém na Grã-Bretanha tentaria impedi-lo.
Reca
20.10.2025 08:20Reino Unido, abra os olhos para o radicalismo que se instala na região...
Marcia Elizabeth Brunetti
20.10.2025 08:07Onde está a patrulha das minorias? As feministes? Aloô! Não vão se manifestar????