Surpresa da comunidade científica: fenda no fundo do mar transforma o que sabemos sobre a origem da Terra

14.02.2026

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Surpresa da comunidade científica: fenda no fundo do mar transforma o que sabemos sobre a origem da Terra

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Surpresa da comunidade científica: fenda no fundo do mar transforma o que sabemos sobre a origem da Terra

Um vasto corte na crosta oceânica está a levar cientistas a rever o que se sabia sobre a dinâmica do planeta

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Surpresa da comunidade científica: fenda no fundo do mar transforma o que sabemos sobre a origem da Terra - Créditos: depositphotos.com / johan.holmdahl41@gmail.com

Um vasto corte na crosta oceânica está a levar cientistas a rever o que se sabia sobre a dinâmica do planeta. Em pleno fundo do Pacífico, uma enorme fratura foi identificada e, segundo estudos recentes, indica que as placas tectônicas podem ser mais frágeis e segmentadas do que se supunha nas últimas décadas.

O que é a fenda no fundo do mar na crosta do Pacífico

A chamada fenda no fundo do mar é uma estrutura longa, profunda e ativa no interior da crosta oceânica. Ela foi identificada em mesetas submarinas formadas por antigos derrames de lava, áreas antes vistas como extremamente estáveis e espessas.

A descoberta surpreendeu porque essas regiões eram consideradas entre as mais robustas da crosta oceânica.

Os dados sugerem que tensões se acumularam por milhões de anos até provocar um fraturamento em grande escala, revelando uma crosta mais complexa e frágil.

Como a descoberta muda a visão tradicional das placas tectônicas

Pela teoria clássica, as placas tectônicas funcionam como grandes blocos relativamente rígidos que se movem sobre o manto. A fratura extensa indica, porém, que as placas podem ser sistemas mais fragmentados, com múltiplas zonas internas de fraqueza.

Em termos práticos, isso sugere que a fronteira entre placas não é o único local de deformações importantes.

Falhas internas podem afetar a propagação de energia sísmica, o escape de calor e a formação de novas estruturas no fundo do mar, como cadeias de montanhas submarinas.

Leia também: Adeus à vida na Terra: cientistas da NASA descobriram a data em que o sol vai explodir

Quais são as principais implicações globais dessa rachadura

Embora localizada no Pacífico, a descoberta dessa fenda no fundo do mar levanta dúvidas sobre outras regiões tectônicas do planeta.

Se fenômenos semelhantes forem identificados em outros oceanos, será necessário revisar mapas de risco sísmico e vulcânico em áreas costeiras densamente povoadas.

Para explicar melhor os possíveis efeitos dessa estrutura, cientistas apontam alguns desdobramentos que podem alterar o entendimento da dinâmica global das placas tectônicas:

Leia também: Adeus à vida na Terra: cientistas da NASA descobriram a data em que o sol vai explodir

Implicações Globais

Análise Técnica de Instabilidade Tectônica

01

Redistribuição de Tensões

Falhas internas podem aliviar ou concentrar esforços, alterando a localização provável de futuros terremotos de grande magnitude.

02

Novas Zonas de Subdução

Áreas enfraquecidas facilitam o início de processos onde uma placa mergulha sob outra, redesenhando o mapa geológico.

03

Atividade Vulcânica

Mudanças críticas no fluxo de magma podem deslocar ou intensificar o vulcanismo submarino em regiões antes dormentes.

Fonte: Análise Geo-Sismográfica Global 2026

Como a fenda no fundo do mar é investigada em grandes profundidades

Estudar uma fenda no fundo do mar a vários quilômetros debaixo d’água exige tecnologias combinadas.

Navios de pesquisa realizam mapeamento batimétrico detalhado com sonares multifeixe, revelando vales, escarpas e falhas no relevo oceânico.

Redes de sismógrafos, inclusive no leito marinho, registram como as ondas sísmicas atravessam a crosta, enquanto modelos geodinâmicos em supercomputadores simulam o comportamento das placas ao longo de milhões de anos, testando diferentes graus de fragilidade interna.

Quais questões sobre a fenda no fundo do mar ainda permanecem em aberta

Apesar dos avanços, há dúvidas centrais que ainda não foram respondidas, como a idade da grieta marinha no Pacífico e se seu crescimento ocorre de forma contínua ou em saltos associados a grandes terremotos.

Também não se sabe se estruturas parecidas já existem em outras placas, mas permanecem ocultas por falta de dados.

Missões futuras com veículos submersíveis autônomos, perfurações profundas e integração de séries temporais sísmicas, gravitacionais e magnéticas devem refinar essa imagem.

A tendência é consolidar a visão de um planeta em constante transformação, com placas tectônicas mais frágeis e dinâmicas do que se imaginava há poucas décadas.

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