Submarino some sem deixar vestígios após descobrir grandes estruturas desconhecidas

10.04.2026

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Submarino some sem deixar vestígios após descobrir grandes estruturas desconhecidas

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5 minutos de leitura 10.04.2026 13:20 comentários
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Submarino some sem deixar vestígios após descobrir grandes estruturas desconhecidas

O Ran fazia parte de um amplo esforço para entender como o aquecimento dos oceanos acelera o derretimento das plataformas de gelo.

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Submarino some sem deixar vestígios após descobrir grandes estruturas desconhecidas. Créditos: depositphotos.com / s.bachstroem

O desaparecimento do submarino autônomo Ran, no início de 2024, na plataforma de gelo de Dotson, na Antártica Ocidental, chamou a atenção da comunidade científica internacional, pois o veículo havia sido enviado para explorar regiões sob o gelo nunca observadas diretamente e, antes de sumir, coletou dados cruciais sobre o comportamento e o derretimento das plataformas de gelo antárticas.

Por que o submarino Ran era importante para a pesquisa na Antártica

O Ran fazia parte de um amplo esforço para entender como o aquecimento dos oceanos acelera o derretimento das plataformas de gelo.

Operado sem tripulação, ele explorou cavernas e túneis submersos sob a plataforma de Dotson, registrando relevo, espessura do gelo e circulação da água do mar.

Esses dados mostraram que a interação entre gelo e oceano é mais complexa do que previam muitos modelos climáticos, exigindo revisões nas estimativas de aumento do nível do mar.

As medições revelaram padrões de erosão diferenciados, ligados tanto à topografia submersa quanto às correntes profundas mais quentes.

Como o Ran investigou o derretimento do gelo na plataforma de Dotson

A missão do submarino focou os mecanismos de derretimento basal, com ênfase nas correntes oceânicas que circulam sob o gelo.

Equipado com sonares e sensores de temperatura, salinidade e velocidade das correntes, o Ran percorreu mais de 16 quilômetros em cavernas submersas, produzindo mapas detalhados.

Esses mapas revelaram plataformas internas, pilares e superfícies intensamente erodidas, indicando que a plataforma não é homogênea.

Em Dotson, a porção oriental mostrou gelo mais espesso e menor derretimento que a ocidental, diferença associada ao caminho da água mais quente guiada pela topografia submarina.

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Submarino some sem deixar vestígios após descobrir grandes estruturas desconhecidas. Créditos: depositphotos.com / auntspray

Como as águas profundas aceleram o derretimento do gelo antártico

Um achado central foi o papel das águas circumpolares profundas, massas mais quentes que circulam ao redor da Antártica.

Quando essas águas encontram vales e passagens submersas, alcançam a base das plataformas de gelo e intensificam o derretimento.

Na porção ocidental de Dotson, a entrada de água relativamente mais quente e turbulenta favorece a erosão a partir de baixo, enquanto a parte oriental parece mais protegida por barreiras naturais e geometria das cavernas.

Vários fatores físicos explicam essas diferenças regionais:

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Análise Técnica

Dinâmica Térmica: Antártida

4 Fatores que aceleram o derretimento basal

🌡️
Temperatura da Água Pequenas variações térmicas são suficientes para elevar drasticamente o derretimento basal.
🌊
Turbulência das Correntes Fluxos agitados funcionam como condutores, levando calor a camadas mais profundas sob o gelo.
🏔️
Formato do Fundo Marinho Vales e canais submarinos agem como rodovias, canalizando fluxos de água quente.
❄️
Geometria das Cavernas Galerias e cavidades moldam a distribuição de calor, acelerando a erosão interna.

O que se sabe sobre o desaparecimento do submarino Ran

O Ran desapareceu em 2024 durante uma missão sob a plataforma de Dotson, sem enviar sinais de retorno. Operar em túneis longos, irregulares e sem comunicação em tempo real envolve riscos elevados, agravados pela pressão, pelo frio extremo e pela ausência de luz.

Entre as hipóteses estão falha mecânica, colisão com o gelo, aprisionamento em cavernas instáveis ou interação com grandes organismos marinhos, nenhuma ainda confirmada.

Sabe-se apenas que o veículo seguia rotas pré-programadas, armazenava dados a bordo e, em sua última missão, deixou de retornar ao ponto de encontro.

Qual é o futuro dos submarinos autônomos na pesquisa polar

Mesmo com a perda do Ran, seus resultados reforçaram o valor dos veículos autônomos na compreensão do derretimento do gelo na Antártica. Os dados indicam que muitos modelos de aumento do nível do mar precisam considerar melhor a complexidade das cavernas submersas e das correntes profundas.

Novo projetos priorizam veículos mais robustos, com maior redundância de sistemas, comunicação acústica aprimorada e navegação mais adaptativa, reduzindo o risco de perda total.

Enquanto isso, os dados do Ran continuam em análise, apoiando estudos sobre a estabilidade das plataformas de gelo e as projeções de mudanças climáticas nas próximas décadas.

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