“Shein é cúmplice de pedofilia”: bonecas sexuais infantis geram indignação na França
Em meio à polêmica, o governo francês emitiu um alerta severo sobre a possibilidade de banir o acesso ao site da Shein no território nacional
A França enfrenta uma crescente polêmica em relação ao gigante do comércio eletrônico, Shein, após a descoberta de que a plataforma online estava comercializando produtos considerados de natureza sexual infantil.
A situação deu origem a protestos nas ruas de Paris às vésperas da abertura da primeira loja física permanente da marca no país.
Cidadãos se mobilizaram para expressar sua indignação. Faixas como “Que vergonha, Shein” e “Shein é cúmplice de pedofilia” destacaram a insatisfação popular em relação à conduta da empresa.
Recentemente, o governo francês emitiu um alerta severo sobre a possibilidade de banir o acesso ao site da Shein no território nacional.
Na última terça-feira, 3 de novembro, as autoridades locais revelaram que os produtos disponíveis na plataforma não apenas despertavam preocupações éticas, mas também legais.
A reação do governo foi imediata: o Ministro da Economia enfatizou que as bonecas configuram material ilícito e foram encaminhadas para investigação judicial.
A distribuição de conteúdo pornográfico infantil é um crime severamente punido na França, com penas que incluem prisão e multas significativas.
Diante desse cenário, o ministro declarou publicamente sua condenação à prática, descrevendo-a como “de mau gosto” e reafirmando a urgência da questão.
O aviso sobre um possível banimento do site foi claro e contundente: “Se esse comportamento persistir, tomaremos medidas para proibir o acesso ao site [Shein] no mercado francês”, afirmou o ministro durante uma coletiva.
Em resposta à pressão governamental, a empresa rapidamente retirou os itens questionáveis de sua plataforma.
Nessa terça, 4 de novembro, o porta-voz da Shein na França, Quentin Ruffat, afirmou em entrevista à RMC que a empresa está pronta para entregar os dados dos consumidores que adquiriram os itens considerados pedopornográficos.
Essa decisão surge em resposta a solicitações da alta comissária à Infância, Sarah El Haïry, que enfatizou a necessidade de que esses compradores sejam alvo de “verificações” e “investigações sociais”, alertando que a compra dessas bonecas pode ser considerada ilegal.
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