Senha do sistema de câmeras do Louvre era “Louvre”, mostra investigação
Roubo de US$ 102 milhões expôs falhas conhecidas desde 2014 no sistema do museu mais famoso do mundo
A investigação do roubo de joias no Museu do Louvre revelou que a senha do sistema de câmeras de segurança era “Louvre”. O código dava acesso direto ao servidor que controlava as câmeras internas e externas do museu.
O sistema era operado por um software da empresa francesa Thales, usado desde 2003 para armazenar e monitorar as imagens do prédio.
Segundo documentos da investigação, a vulnerabilidade permitia que qualquer pessoa com acesso à rede entrasse no painel de vigilância sem barreiras adicionais de segurança.
O roubo ocorreu em 19 de outubro e durou apenas sete minutos.
Quatro criminosos disfarçados de operários usaram um caminhão com plataforma elevatória para alcançar a Galeria Apollo, no segundo andar.
Com ferramentas elétricas, quebraram vitrines e fugiram com oito joias das coroas francesas, avaliadas em cerca de US$ 102 milhões.
Relatórios da Agência Nacional de Segurança Cibernética da França (ANSSI) já alertavam sobre as falhas há mais de dez anos.
Em 2014, técnicos conseguiram acessar o servidor digitando apenas “LOUVRE” como senha. Outra senha era “THALES”, o nome do próprio fornecedor do sistema.
A auditoria também revelou o uso de servidores com Windows 2000 e Windows Server 2003, versões descontinuadas e sem suporte da Microsoft.
Não havia antivírus, controle de acesso ou política de renovação de senhas. Uma nova auditoria, em 2017, confirmou que o museu mantinha os mesmos softwares.
A diretora do Louvre, Laurence des Cars, admitiu que a câmera voltada para a Galeria Apollo não cobria a janela por onde os ladrões entraram.
Ela disse ao Senado francês estar “horrorizada” com as condições do sistema ao assumir o cargo em 2021 e atribuiu os problemas a “anos de subinvestimento”.
A ministra da Cultura, Rachida Dati, reconheceu falhas graves e prometeu a instalação de barreiras “anti-intrusão” até o fim do ano. Sete suspeitos foram presos, mas as joias ainda não foram recuperadas.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
06.11.2025 11:36Come c’est absurde! Que absurdo!