Senador democrata ameaça ir a El Salvador resgatar deportado
A defesa de Kilmar Abrego Garcia nega qualquer ligação do acusado com o grupo terrorista
O senador Chris Van Hollen, do Partido Democrata por Maryland, declarou nesta segunda-feira, 14, que pretende viajar a El Salvador ainda nesta semana caso Kilmar Abrego Garcia, deportado dos Estados Unidos em março e atualmente preso naquele país, não seja devolvido às autoridades americanas.
A declaração ocorre enquanto o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cumpre agenda oficial em Washington, onde se encontrou com o ex-presidente Donald Trump.
Garcia, cidadão salvadorenho e residente de Maryland, recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos em 2019.
No mês passado, agentes federais prenderam Garcia sob acusação de integrar a gangue criminosa MS-13 e deportaram para seu país de origem.
A defesa de Garcia nega qualquer ligação com o grupo. Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, de forma unânime, que o governo deve “facilitar” a repatriação de Garcia, mas não impôs a obrigação de “efetuá-la” diretamente.
Van Hollen classificou a deportação como ilegal.
“Kilmar Abrego Garcia jamais deveria ter sido sequestrado e deportado ilegalmente, e as cortes foram claras: o governo precisa trazê-lo de volta imediatamente”, disse o senador.
Em carta enviada à embaixadora salvadorenha em Washington, Milena Mayorga, ele solicitou uma reunião urgente com Bukele e afirmou que, caso Garcia não esteja de volta até o meio da semana, viajará pessoalmente a El Salvador.
Em resposta, Bukele declarou que não pretende devolver Garcia aos EUA. “Como eu poderia contrabandear um terrorista para os Estados Unidos?”, questionou o presidente salvadorenho. “Não tenho o poder de devolvê-lo”, afirmou, ao lado de Trump na Casa Branca.
O governo Trump argumenta que Garcia perdeu o direito de permanecer nos EUA após a designação da MS-13 como organização terrorista estrangeira.
Segundo o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, a deportação não foi um erro e a ordem de permanência concedida em 2019 deixou de ter validade.
A postura de Van Hollen provocou reação imediata de parlamentares republicanos.
A deputada Mary Miller, de Illinois, criticou o democrata: “Meninas estão sendo abusadas, americanos estão morrendo e nossas comunidades estão sendo invadidas por ilegais — e democratas como Chris Van Hollen estão ocupados defendendo pessoas que nem deveriam estar aqui”.
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Comentários (1)
Fabio B
15.04.2025 17:19Vem sempre das esquerdas a defesa de pessoas com ligações "suspeitas" com narco terroristas.