“Se Khamenei estivesse em nossa mira, teríamos eliminado”, diz ministro israelense
Israel Katz afirmou que o líder supremo do Irã "escondeu-se profundamente" e "cortou contato com os comandantes"
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, “escondeu-se profundamente” e “rompeu contato com os comandantes”, durante os ataques das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra instalações nucleares e militares iranianas.
Katz revelou, porém, que Israel tinha a intenção de eliminá-lo.
“Calculo que se Khamenei estivesse na nossa mira, o teríamos eliminado”, disse Katz, em em uma entrevista à televisão pública israelense Kan.
“Mas Khamenei entendeu isso, escondeu-se profundamente e rompeu contato com os comandantes que substituíram aqueles que foram eliminados, então, no final, não foi realista”, acrescentou.
As FDI eliminaram altos comandantes nucleares e cientistas iranianos durante a chamada “Guerra de 12 Dias”.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir que a vida de Khamenei estava em perigo:
“Sabemos exatamente onde o chamado ‘líder supremo’ está escondido. Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá. Não vamos matá-lo (matá-lo!), pelo menos não por enquanto. Mas não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, escreveu Trump, em 17 de junho, na rede Truth Social.
Khamenei reaparece
Pela primeira vez desde o início da “Guerra de 12 Dias” contra Israel, Ali Khamenei apareceu na televisão estatal iraniana.
Sentado diante de uma cortina marrom e visivelmente mais abatido que em sua última aparição, em 19 de junho, Khamenei declarou: “A República Islâmica foi vitoriosa e, em retaliação, deu um tapa no rosto da América”.
O aiatolá também afirmou que os americanos só intervieram no conflito “porque sentiram que, se não o fizessem, o regime sionista seria totalmente destruído”, mas, segundo ele, “não obtiveram nenhum ganho com essa guerra”.
A mensagem foi a primeira manifestação pública de Khamenei desde que se refugiou em um bunker no subúrbio militar de Lavizan, em Teerã, após ataques israelenses que atingiram instalações nucleares e mataram oficiais e cientistas do regime.
Sua ausência gerou questionamentos inclusive na TV estatal iraniana.
Fontes ouvidas pelo New York Times indicam que o líder de 86 anos orientou aliados a evitar comunicações eletrônicas e nomeou três clérigos como possíveis sucessores.
Na fala transmitida pela TV, Khamenei também mencionou o ataque iraniano a uma base americana no Catar, na segunda, 24, como símbolo da “retaliação vitoriosa”.
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