Samuel Feldberg na Crusoé: Um novo Oriente Médio
A região deve ter menos presença de Rússia e Irã. Por outro lado, Turquia e Arábia Saudita ganham destaque
O Oriente Médio passou por uma enorme transformação nos últimos anos.
A Primavera Árabe já havia destruído a Líbia e desestruturado a Síria.
Por outro lado, os ataques de 7 de outubro de 2023, não só não destruíram Israel, como reafirmaram o seu poderio.
Agora, encerrados os principais combates, inicia-se uma fase de articulações que tem no centro os Estados Unidos de Donald Trump e a reconfiguração de poder na região.
MBS em Washington
A visita do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, a Washington em novembro enfatizou a mensagem de que a Arábia Saudita é um parceiro estratégico dos Estados Unidos, com um status semelhante ao de Israel.
A visita incluiu a assinatura de uma série de entendimentos e acordos com implicações estratégicas significativas para o cenário regional, inclusive o compromisso de Trump de vender à Arábia Saudita aeronaves F-35, bem como cooperação em energia nuclear civil, minerais críticos, tecnologias avançadas e segurança.
O aprofundamento desta relação fortalece os Estados Unidos em relação à China e mantém a influência ocidental sobre tecnologias centrais no Oriente Médio, contribuindo para a estabilidade regional.
Para Israel, a cooperação entre EUA e Arábia Saudita pode criar um novo diálogo regional e até apoiar futuros processos de normalização.
Ao mesmo tempo, o fornecimento do F-35 exige uma reavaliação dos mecanismos de preservação da vantagem militar qualitativa de Israel e uma compreensão de até que ponto a implementação desses negócios será condicionada ao avanço da normalização entre os dois países.
No passado, quando os Estados Unidos forneceram à Arábia Saudita os modernos aviões F-15, estes deixaram de ser equipados com tanques de combustível externos, para limitar seu alcance e atender a uma preocupação israelense.
A Arábia Saudita voltou a prometer vultuosos investimentos nos Estados Unidos, mas atualmente toma empréstimos para lidar com sua situação de déficit fiscal e enormes investimentos em infraestrutura.
Na melhor das hipóteses…
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