Rússia não quer congelar a frente de batalha na Ucrânia
"Se simplesmente pararmos assim, significa esquecer as causas profundas deste conflito", disse o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov
Ao contrário do que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu, a Rússia não quer cessar os combates na atual linha de frente da guerra na Ucrânia:
“Se simplesmente pararmos assim, significa esquecer as causas profundas deste conflito”, disse o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, segundo a agência de notícias estatal russa TASS. Isso também significa “que uma grande parte da Ucrânia permanecerá sob o domínio de um regime nazista”, disse o ministro.
A propaganda russa afirma repetidamente que existe um “regime nazista” na Ucrânia. A derrubada do governo em Kiev é um objetivo de guerra declarado de Moscou.
A ideia de um cessar-fogo imediato também contradiz os acordos firmados na cúpula russo-americana no Alasca, disse Lavrov.
Trump e o líder do Kremlin, Vladimir Putin, se encontraram lá em agosto para buscar uma solução de paz para a guerra na Ucrânia – mas sem resultados tangíveis.
Situação tensa para a Ucrânia em Pokrovsk
Desde o início de outubro, as tropas russas aparentemente quase dobraram o número de seus ataques no setor de Pokrovsk da frente, aumentando enormemente a pressão sobre as posições dos defensores ucranianos.
O 7º Corpo de Reação Rápida das Forças de Assalto Aéreo Ucranianas relatou isso na terça-feira, 21 de outubro, via Facebook.
De acordo com a publicação, a situação no setor da linha de frente é “tensa”, já que soldados russos estão cada vez mais tentando “penetrar na cidade de várias direções”.
O chefe de uma unidade de assalto ucraniana, Valentin Manko, também descreveu a situação ao redor de Pokrovsk como tensa. “Combates intensos estão ocorrendo, mas a situação está sob nosso controle”, informou ele na terça-feira via Telegram.
De acordo com a publicação, tentativas estão sendo feitas para repelir o avanço inimigo na cidade. Segundo o Estado-Maior, um total de 76 confrontos ocorreram na direção de Pokrovsk somente nas últimas 24 horas.
Em 19 de outubro, vídeos surgiram nas redes sociais mostrando soldados russos matando três civis perto da estação ferroviária de Pokrovsk.
O 7º Corpo de Reação Rápida das Tropas de Assalto Aéreo Ucranianas confirmou que um grupo de reconhecimento russo havia penetrado com sucesso no centro da cidade. “Durante seu avanço, os russos violaram o direito internacional humanitário e mataram vários civis na cidade”, dizia o comunicado.
Polônia alerta Putin contra uso de seu espaço aéreo
A Polônia alertou o presidente russo, Vladimir Putin, contra viajar pelo espaço aéreo polonês para se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Hungria.
Nesse caso, a Polônia poderá ser forçada a executar o mandado de prisão internacional contra Putin, anunciou o governo em Varsóvia na terça-feira, 21 de outubro.
A Bulgária, no entanto — assim como a Polônia, membro da UE e da OTAN — pode estar disposta a permitir a passagem do avião presidencial russo sem impedimentos, de acordo com seu ministro das Relações Exteriores, Georg Georgiev, caso a cúpula planejada ocorra na Hungria.
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