“Rússia não busca uma saída para a guerra”, diz Zelensky
Presidente ucraniano alertou para "novas operações" de Moscou inclusive "em território de países europeus"
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira, 30, que a ditadura russa de Vladimir Putin “não está mudando seus planos” e “não busca uma saída” para o fim da guerra.
Em publicação no X, Zelensky alertou os países europeus sobre a preparação de Moscou para “novas ofensivas”.
“Putin já roubou praticamente meio ano da diplomacia — mais meio ano — além de toda a duração desta guerra. A Rússia não está mudando seus planos e não busca uma saída para esta guerra. Pelo contrário, está se preparando para novas operações, inclusive em território de países europeus.
Esse é o princípio deles: os russos procuram explorar uma fraqueza. Eles precisam ver que existem meios para detê-los em todos os lugares. Portanto, precisamos de mais produção conjunta, mais resiliência, mais coordenação e eficiência da nossa arquitetura de segurança comum na Europa”, escreveu.
Sanções contra Irã e Rússia?
Zelensky afirmou no domingo, 29, que as instituições ucranianas estão preparando um “pacote de sanções europeias” contra o “regime iraniano” e a Rússia, em resposta ao ataque realizado por Moscou na noite de sábado, 28, com o uso de drones e dezenas de mísseis contra o território ucraniano.
Segundo Zelensky, “não é surpresa” que o ditador Vladimir Putin “tenha encontrado um denominador comum com ele”, em referência ao aliado Irã.
“Nossas instituições estão trabalhando na sincronização das sanções europeias e ucranianas. Também estamos alinhando totalmente o pacote de sanções europeias contra o regime iraniano, que inclui inúmeros indivíduos, empresas e entidades envolvidos não apenas na produção militar e em esquemas terroristas externos contra países vizinhos da região, mas também na repressão interna dentro do próprio Irã. É um dos regimes mais brutais do mundo. Não é surpresa que Putin tenha encontrado um denominador comum com ele.
Sanções globais contra a Rússia devem ser agora uma das principais prioridades. Elas são uma ferramenta real para limitar as capacidades e o potencial estratégico da Rússia, e devem restringir cada vez mais e dolorosamente a capacidade da Rússia de continuar sua guerra contra a nossa independência. Agradeço a todos que estão ajudando“, escreveu no X.
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