Rússia lança novo ataque massivo contra Ucrânia
Parte dos ataques atingiu a região de Kiev, onde uma estação ferroviária foi destruída após impacto direto
A Rússia lançou na madrugada deste sábado, 6, dezenas de mísseis e centenas de drones contra diferentes regiões da Ucrânia. A ofensiva coincidiu com a retomada das negociações entre autoridades americanas e ucranianas, que entram no terceiro dia sem perspectiva clara de avanço.
Segundo o governo ucraniano, pelo menos oito pessoas ficaram feridas. Parte dos ataques atingiu a região de Kiev, onde a estação ferroviária de Fastiv foi destruída após um impacto direto.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a operação russa foi “sem sentido do ponto de vista militar, e os russos não poderiam ignorar isso”. De acordo com as autoridades ucranianas, a Rússia lançou 653 drones e 51 mísseis, a maioria derrubada.
A operadora nacional de energia, Ukrenergo, relatou danos em centrais elétricas em várias regiões e apagões em oito delas.
A usina nuclear de Zaporizhzhia, sob controle russo, perdeu temporariamente toda a energia externa durante a noite, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica. Embora desativada, a instalação depende de fornecimento estável para manter seus reatores e o material nuclear resfriados.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou Moscou de ignorar tentativas de mediação e atacar “infraestruturas civis críticas”.
Para ele, “nenhuma decisão para fortalecer a Ucrânia e aumentar a pressão sobre a Rússia pode ser adiada. E especialmente não sob o pretexto de um processo de paz”.
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Negociações
Em paralelo aos ataques, representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia discutem garantias de segurança para o período pós-guerra.
O enviado especial americano Steve Witkoff classificou as conversas como “construtivas” após dois dias de reuniões com o secretário do Conselho de Segurança ucraniano, Rustem Umerov.
Segundo comunicado conjunto, ambos “concordaram com o arcabouço de arranjos de segurança” e debateram capacidades de dissuasão consideradas essenciais para sustentar uma paz duradoura.
No entanto, os próprios negociadores admitem que qualquer avanço dependerá “da disposição da Rússia em mostrar um compromisso sério com a paz a longo prazo”.
O texto afirma que o fim do conflito exige que Moscou adote “medidas rumo à desescalada e ao fim das mortes”.
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Comentários (2)
Rosa
06.12.2025 18:56Não seja ingenua colega, Trump e o russo são "parça".......
Ariadne
06.12.2025 18:07Trump está dormindo? Estas notícias não chegam até os EUA?