Rússia lança maior ataque com drones desde início da guerra na Ucrânia
A Rússia realizou na madrugada deste domingo, 23, o maior ataque com drones desde o início da guerra na Ucrânia. Segundo autoridades ucranianas, 267 drones foram lançados contra 14 regiões do país, incluindo Kharkiv, Sumi, Tchernihiv, Kiev e Odessa. As cinco últimas registraram danos significativos. De acordo com o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia,...
A Rússia realizou na madrugada deste domingo, 23, o maior ataque com drones desde o início da guerra na Ucrânia. Segundo autoridades ucranianas, 267 drones foram lançados contra 14 regiões do país, incluindo Kharkiv, Sumi, Tchernihiv, Kiev e Odessa. As cinco últimas registraram danos significativos.
De acordo com o porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ignat, 138 drones foram interceptados, enquanto 119 desapareceram dos radares sem causar danos.
As autoridades locais confirmaram pelo menos três mortes: duas em Kherson e uma em Kryvyi Rih.
Após o ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez um apelo por apoio internacional.
“Precisamos da força de toda a Europa, dos EUA e de todos que buscam uma paz duradoura”, disse. Segundo ele, na última semana, a Rússia lançou 1.150 drones, 1.400 bombas aéreas guiadas e 35 mísseis contra a Ucrânia.
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Trump e a Ucrânia
O ataque ocorre em um momento crítico do conflito, que completa três anos nesta segunda-feira, 24, e em meio a tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos.
Donald Trump, que sinalizou mudanças na política externa americana, iniciou negociações com a Rússia sem a participação da Ucrânia ou de aliados europeus.
O presidente dos EUA, como mostramos, chegou a chamar Zelensky de “ditador sem eleições” e sugeriu que Kiev deveria pagar US$ 500 bilhões em recursos minerais em troca da ajuda militar americana.
Os europeus, preocupados pela aproximação entre Washington e Moscou, buscam reverter o cenário.
O presidente francês, Emmanuel Macron, visita a Casa Branca nesta segunda, 24, seguido pelo premiê britânico Keir Starmer na quinta, 27. A expectativa é que Trump proponha um acordo que envolva o congelamento das fronteiras atuais e a suspensão de sanções contra Moscou. O Kremlin, no entanto, rejeita a ideia.
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Há 1 ano, O Antagonista já apontava a sabotagem trumpista da Ucrânia no Congresso dos EUA, como se pode ler aqui: Ucrânia passa sufoco com ataques russos, enquanto EUA não definem ajuda.
Assista também ao corte do Papo Antagonista sobre o tema:
– Trump vai deixar a Ucrânia na mão?
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