Rússia instala sistema de mísseis na Bielorrússia
Equipamentos Oreshnik expandem a capacidade de alcance de Moscou contra alvos em território europeu a partir de fronteiras aliadas
O Ministério da Defesa da Rússia oficializou a entrada em serviço do sistema de mísseis Oreshnik em território bielorrusso. O equipamento é dotado de tecnologia hipersônica e capacidade para transportar ogivas atômicas. A movimentação amplia o perímetro de alcance russo contra nações da Europa em cenários de confronto.
Imagens divulgadas por Moscou exibem lançadores móveis circulando em zonas de floresta sob camuflagem. De acordo com a agência estatal TASS, esta é a primeira exibição pública dos dispositivos em operação. As equipes militares utilizam redes para ocultar os sistemas de monitoramento externo.
Vladimir Putin afirma que o armamento atinge velocidades dez vezes superiores à do som. O ditador declarou que “os mísseis Oreshnik são impossíveis de interceptar por causa de sua agilidade, que supera a velocidade do som”. O deslocamento rápido inviabiliza as atuais defesas antiaéreas.
O raio de atuação dos mísseis de alcance intermediário atinge 5.500 quilômetros. Essa autonomia permite que disparos alcancem qualquer capital europeia ou a costa oeste estadunidense. A força de impacto do Oreshnik é comparada ao poder nuclear, mesmo sem carga atômica.
Geopolítica e segurança regional
A instalação dos sistemas acontece em áreas próximas às fronteiras da Polônia, Lituânia e Letônia. Esses países integram a OTAN e manifestam apreensão com o posicionamento de armas na vizinhança. A Bielorrússia também faz divisa com a Ucrânia, onde o conflito armado persiste.
O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, autorizou o recebimento do arsenal após anúncio prévio neste mês. Lukashenko é aliado do Kremlin e permitiu o uso de seu país para a incursão russa em 2022. Entretanto, militares da Bielorrússia não participam dos combates em solo ucraniano.
O posicionamento das armas russas fora de suas fronteiras diretas acelera o tempo de chegada aos alvos europeus. A ausência de coordenadas exatas sobre a localização dos lançadores eleva a dificuldade do monitoramento ocidental. A medida intensifica o quadro de instabilidade na Europa Central.
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Comentários (1)
Rosa
31.12.2025 12:27Se vê que ele quer a paz