Rússia expressa “total apoio” à Venezuela diante da crise com os EUA
Em uma declaração divulgada na segunda-feira, 1 de setembro, pelo Ministério das Relações Exteriores russo, a Rússia expressou "total apoio e solidariedade" às autoridades venezuelanas
A Rússia reafirmou seu compromisso de apoio à Venezuela em meio a um cenário geopolítico tenso, especialmente após o governo dos Estados Unidos ter ordenado o deslocamento de embarcações militares para as proximidades da costa venezuelana.
A iniciativa norte-americana é justificada pelo combate ao narcotráfico, com alegações de que a Venezuela abriga um cartel de drogas.
Os EUA enviaram três navios de guerra equipados com mísseis guiados e mais de 4 mil militares a bordo.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que o presidente Trump pretende empregar “todo o poder” disponível contra cartéis de drogas na região.
Em uma declaração divulgada na segunda-feira, 1 de setembro, pelo Ministério das Relações Exteriores russo, a Rússia expressou “total apoio e solidariedade”:
“A parte russa confirma seu total apoio e solidariedade às autoridades bolivarianas na questão da proteção da soberania nacional e expressou sua firme rejeição ao uso de instrumentos de pressão política e enérgica sobre Estados independentes”, diz o comunicado da Rússia.
O diplomata venezuelano em Moscou, Jesús Salazar Velásquez, enfatizou os esforços do governo da Venezuela para manter a estabilidade interna diante das “crescentes ameaças externas”.
Durante um encontro com o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Alekseevich Ryabkov, foram discutidos temas relacionados à cooperação bilateral e estratégias para fortalecer a parceria entre as duas nações.
A relação entre Rússia e Venezuela é marcada por acordos anteriores que abrangem áreas como combate ao terrorismo, controle de armamentos e cooperação pacífica. O governo de Nicolás Maduro busca reforçar laços internacionais para evitar intervenções americanas.
Além da convocação de 4,5 milhões de milicianos, a Venezuela tem realizado patrulhas navais e aéreas em suas costas, enquanto tropas foram mobilizadas para a fronteira com a Colômbia.
Nicolás Maduro frequentemente critica os Estados Unidos, acusando-os de imperialismo. Para o Departamento de Defesa americano, o grupo vinculado ao tráfico internacional é considerado uma “organização terrorista”.
Em resposta às acusações feitas pelo governo dos EUA, a Venezuela nega qualquer envolvimento com drogas e afirma que não permitirá a entrada das embarcações americanas em suas águas.
O governo venezuelano também está mobilizando navios, helicópteros e drones, além de reforçar suas tropas na fronteira colombiana com 15 mil militares adicionais.
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