Rubio desafia senador democrata por defender deportado acusado de tráfico humano
Secretário de Estado defende revogação de vistos e diz que permanência no país é "privilégio, não direito"
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, protagonizou um embate acalorado com o senador democrata Chris Van Hollen durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado.
A discussão girou em torno da deportação de Kilmar Abrego Garcia, salvadorenho que deixou os EUA sob acusação de envolvimento com tráfico humano, violência doméstica e gangues consideradas terroristas pelo governo.
Van Hollen disse que se arrependia de ter votado a favor da indicação de Rubio ao cargo e acusou o Departamento de Estado de promover “uma campanha de medo e repressão”, comparando Rubio ao senador Joseph McCarthy.
Rubio respondeu que o arrependimento do colega era sinal de que estava cumprindo bem sua função.
O secretário de estado afirou que o governo “deportou membros de gangues, inclusive aquele com quem você tomou um drink”, em referência à visita de Van Hollen a Abrego Garcia em El Salvador. E acrescentou: “Esse homem é um traficante de pessoas, é um criminoso, e as provas vão aparecer nos próximos dias”.
Van Hollen contestou a afirmação, afirmando que Rubio deveria apresentar tais alegações sob juramento em tribunal federal.
O secretário reafirmou que não cabe ao Departamento de Estado executar deportações, mas que a revogação de vistos é prerrogativa legítima: “Visto não é um direito. É um privilégio”, afirmou.
Rubio defendeu que a administração continuará a revogar vistos de estrangeiros envolvidos em protestos violentos nos campi universitários americanos.
“Se a pessoa vem ao país para liderar invasões em bibliotecas, incendiar prédios ou cometer atos de violência, não receberá visto”, disse. Segundo ele, estudantes estrangeiros são bem-vindos apenas quando respeitam a ordem pública.
O episódio intensificou o debate sobre as motivações políticas por trás da política migratória dos democratas.
Diversas análises apontam que o partido, ao facilitar a entrada e a regularização de imigrantes do Terceiro Mundo, não age por princípios humanitários, mas por cálculo eleitoral.
Pesquisas mostram que entre 60% e 80% dos imigrantes votam em candidatos democratas, e estudos como o do instituto Just Facts indicam que milhões podem estar registrados para votar ilegalmente — favorecendo consistentemente o partido.
Além disso, grandes conglomerados econômicos aliados aos democratas se beneficiam da ampliação da imigração, que fornece mão de obra barata e reduz os gastos com salários.
Essa convergência entre interesses partidários e empresariais sustenta a tese de que a política migratória democrata serve a uma estratégia de consolidação de poder, com apoio de grupos dependentes de programas estatais e propensos ao voto progressista.
Embora o discurso público do partido seja centrado em direitos humanos e inclusão, os dados de comportamento eleitoral, os interesses econômicos envolvidos e a resistência sistemática a medidas de controle como exigência de comprovação de cidadania no registro de voto apontam para uma agenda orientada por cálculo político e não necessariamente por princípios morais.
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