Rubio conversa com Bin Salman sobre o futuro de Gaza
Secretário de Estado dos EUA discutiu possibilidade de transferência dos palestinos com o príncipe saudita
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, se reuniu nesta segunda-feira, 17, com o ditador da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman para conversarem sobre o futuro da Faixa de Gaza, após o plano de desocupação e recuperação do território.
De acordo com o governo dos EUA, os dois discutiram as possibilidades de transferência dos palestinos a outros países, entre os quais o Egito e a Jordânia.
Inicialmente, o governo saudita se opôs ao plano de Trump para Gaza. Bin Salman pode ser uma influência, dada a proximidade física e das relações, à Jordânia aceitar refugiados palestinos.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores saudita afirmou que Rubio e Bin Salman conversaram ainda sobre parcerias comerciais.
“Analisaram as relações bilaterais e as formas de fortalece-las para promover os interesses dos países amigos”, diz trecho.
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Pressão
Na última semana, Trump recebeu o rei Abdullah II da Jordânia na Casa Branca para conversar sobre a ocupação de Gaza e a transferência dos palestinos.
Pressionado pelo presidente americano, o rei jordaniano afirmou que aceitará 2.000 crianças palestinas doentes em seu país.
“Acho que uma das coisas que podemos fazer imediatamente é levar 2.000 crianças que são crianças com câncer ou estão em um estado muito doente para a Jordânia o mais rápido possível. E então esperar que os egípcios apresentem seu plano sobre como podemos trabalhar com o presidente para trabalhar na causa dos desafios”, disse.
Horas depois, Abdullah compartilhou uma publicação no X na qual se opunha ao deslocamento em massa de palestinos.
“Reconstruir Gaza sem deslocar os palestinos e abordar a terrível situação humanitária deve ser a prioridade de todos”, dizia.
Em entrevista à Fox News, Trump ameaçou cortar o financiamento bilionário à Jordânia, caso Abdullah rejeitasse a ideia de enviar palestinos para o seu país.
“Sim, talvez, claro, por que não. Se não o fizerem, eu possivelmente reteria a ajuda, sim”, disse o republicano.
O presidente americano, porém, disse acreditar que o rei jordaniano terá “bom coração”.
De acordo com o Departamento de Estado, os EUA enviaram US$ 1,7 bilhão em ajuda estrangeira à Jordânia em 2023.
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