Rodrigo Paz derrota Quiroga e é eleito presidente da Bolívia
Paz foi eleito com 54,5% dos votos; eleição colocou fim à hegemonia de 20 anos do MAS, partido fundado por Evo Morales
O candidato de centro Rodrigo Paz Pereira (foto), do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia no domingo, 19.
Com 54,5% dos votos, ele derrotou em segundo turno o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, do Livre, que obteve 45,5%.
A eleição marcou o fim da hegemonia de duas décadas do Movimento ao Socialismo (MAS), partido fundado pelo ex-presidente Evo Morales.
Antes da eleição, o levantamento Ipsos-Ciesmori/Unitel, apontava “Tuto” Quiroga com 47% das intenções de voto, enquanto Paz tinha 39,3%.
Outras pesquisas, no entanto, indicavam um empate técnico entre os dois candidatos.
No discurso da vitória, Paz prometeu “reabrir” a Bolívia ao mundo e trabalhar com todos os setores dispostos a unir forças para “sair” da crise econômica em que o país se encontra.
“Quero agradecer primeiramente às instituições, ao TSE, que passou por momentos muito difíceis, e em nome de todos os bolivianos e da nossa democracia, agradecer por esse trabalho e pelo esforço”, disse.
“Quanto mais forte for a nossa democracia, mais pacífica será a vida do povo boliviano e o contexto internacional”, acrescentou.
“Tuto” Quiroga reconhece a derrota
Ao reconhecer a derrota, “Tuto” Quiroga afirmou que “a Bolívia não está em posição de tentar causar mais dificuldades”.
“Eu entendo a dor que estamos sentindo; se tivéssemos evidências consistentes, as colocaríamos na mesa”, continuou, enquanto alguns de seus apoiadores falassem em fraude.
Paz fez um agradecimento a Quiroga.
“O que se faz pelo país, se faz porque se quer. Queremos expressar nossa gratidão pela mensagem de Jorge ‘Tuto’ Quiroga e seu vice-presidente, porque não é uma mensagem de Rodrigo Paz, é uma mensagem de vontade nacional, e foi isso que transmiti a ele. Não é Rodrigo quem ganha ou perde; é a Bolívia que ganha pelo exercício da democracia. Hoje, a Bolívia venceu, e nós dissemos isso porque tornamos isso público no primeiro turno”, disse.
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