Revista britânica afronta mulheres biológicas e tenta reanimar cultura woke
Edição da Glamour UK entrega prêmio “Mulheres do Ano” apenas a trans e desafia virada cultural que consolidou o sexo biológico como base legal no Reino Unido
A revista Glamour UK lançou em 29 de outubro a edição 2025 do prêmio “Mulheres do Ano”, dedicada exclusivamente a mulheres trans.
Para críticos, a revista tenta reanimar uma ideologia já rejeitada nas urnas, nos tribunais e nas ruas.
O especial, intitulado “Protect the Dolls”, foi publicado meses depois de a Suprema Corte britânica decidir que os termos “mulher” e “sexo” na Lei da Igualdade de 2010 se referem ao sexo biológico.
A decisão foi uma vitória do grupo For Women Scotland, que desde 2018 defende a preservação de espaços exclusivos para mulheres biológicas.
O tribunal confirmou que “sexo” e “gênero” não são intercambiáveis, encerrando uma disputa de sete anos e estabelecendo um precedente jurídico histórico no país.
A escritora J.K. Rowling comemorou a decisão e se tornou o principal rosto da reação pública à militância de gênero.
Em publicação no X, escreveu “Adoro quando um plano dá certo”. Em seguida, afirmou que “três mulheres escocesas extraordinárias protegeram os direitos das mulheres e meninas em todo o Reino Unido”.
Quando criticada, respondeu que “pessoas trans não perderam nenhum direito; a Suprema Corte apenas confirmou os das mulheres”.
A capa da Glamour provocou reação imediata.
Grupos feministas acusaram a revista de ignorar a decisão judicial e de excluir mulheres biológicas da homenagem.
A For Women Scotland classificou a edição como “um insulto à realidade e à lei”. Usuárias nas redes sociais chamaram a escolha de tentativa de “reviver a cultura woke” e acusaram a publicação de “misoginia disfarçada de inclusão”.
No Brasil, a Associação Matria manifestou apoio às britânicas e denunciou a “imposição ideológica radical”.
Em nota, afirmou que “metade do país está sendo amordaçada para não ferir sentimentos” e cobrou do Congresso investigação sobre a influência de coletivos trans em políticas públicas.
A entidade atua na defesa dos direitos das mulheres e das crianças com base em critérios biológicos, sociais e jurídicos.
A ativista Kellie-Jay Keen-Minshull, conhecida como Posie Parker, também criticou a revista.
Fundadora do movimento “Let Women Speak”, ela promove encontros para discutir direitos femininos e já foi alvo de agressões em manifestações.
Durante visita ao Brasil neste ano, declarou que “mulheres devem poder falar sobre o que significa ser mulher sem medo”.
Em setembro, mais de 100 mil pessoas marcharam em Londres contra a cultura woke.
O governo revisou diretrizes escolares, proibiu o ensino de que “gênero é um espectro” e aplicou o Relatório Cass, que limitou a transição de gênero em menores.
Pesquisas da YouGov e da Ipsos apontam queda acentuada no apoio à agenda trans no Reino Unido.
Ao dedicar seu prêmio apenas a mulheres trans, a Glamour UK se distancia do novo consenso cultural britânico.
O gesto transformou o “Mulheres do Ano” em símbolo do embate entre a ideologia de gênero e realidade biológica que hoje marca a nova fase do debate público no Ocidente.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
03.11.2025 10:11A decadência mental humana tentando impor suas narrativas desconexas com a realidade científica.