Retrospectiva: quando os EUA ofereceram US$ 50 milhões pela cabeça de Maduro
A publicação foi feita dias após o governo dos EUA dobrar o valor da recompensa, que antes era de 25 milhões de dólares
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, publicou em 9 de agosto deste ano, em sua conta privada no X, o cartaz oficial do Departamento de Estado americano que detalha a recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A publicação foi feita dias após o governo dos EUA dobrar o valor da recompensa, que antes era de 25 milhões de dólares, e após o presidente Donald Trump assinar um decreto autorizando as Forças Armadas americanas a combater cartéis latino-americanos classificados como organizações terroristas.
Segundo reportagens do jornal The New York Times, Trump ordenou ao Pentágono que prepare operações militares contra cartéis designados como “terroristas”, entre eles o Tren de Aragua, da Venezuela, e o Cartel dos Soles, que, segundo Washington, é liderado por Maduro.
A procuradora-geral americana, Pam Bondi, reforçou as acusações contra o líder chavista.
“Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo e uma ameaça à nossa segurança nacional”, afirmou Bondi, que citou o uso de organizações criminosas como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa para introduzir drogas nos Estados Unidos.
Em entrevista à emissora EWTN, Marco Rubio defendeu a nova política internacional do governo Trump e afirmou que as designações recentes permitem aos EUA “alvo nos grupos que estão operando e usar outros elementos do poder americano, agências de inteligência, o Departamento de Defesa, o que for, para atacar esses grupos”.
Para ele, “já não é mais uma questão de aplicação da lei. Torna-se um assunto de segurança nacional”.
Regime chavista reage
Em resposta às medidas do governo Trump, as autoridades do regime de Nicolás Maduro reagiram com críticas. O chanceler venezuelano, Yván Gil, classificou a recompensa como uma “cortina de fumaça ridícula” e uma “operação grosseira de propaganda política”.
Em mensagem no Telegram, afirmou: “A dignidade de nossa pátria não está à venda. Rejeitamos essa grosseira operação de propaganda política”.
A relação entre os Estados Unidos e a Venezuela está rompida desde o primeiro mandato de Donald Trump (2017–2021).
Em 2020, Washington acusou formalmente Maduro de narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas, oferecendo inicialmente uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.
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