Reino Unido tenta derrubar veto a torcedores israelenses em jogo da Liga Europa
Decisão do Aston Villa, motivada por segurança e recomendação policial, gera repúdio diplomático e político
O governo britânico anunciou nesta sexta-feira, 17, que tenta reverter a proibição imposta aos torcedores do clube israelense Maccabi Tel Aviv de comparecerem ao jogo contra o Aston Villa. O confronto pela Liga Europa está marcado para 6 de novembro, no estádio Villa Park, em Birmingham.
Antissemitismo ou precaução?
O Aston Villa comunicou a restrição na quinta-feira, 16. De acordo com o clube, o veto à presença de torcedores do time israelense baseou-se em recomendações da polícia local. Porém, essa determinação é considerada incomum dentro do Reino Unido e provocou manifestações imediatas de repúdio.
O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a decisão como “equivocada”, e reforçou o posicionamento do país: “Não toleraremos o antissemitismo em nossas ruas”.
A manifestação do premiê acontece menos de um mês após um ataque violento contra uma sinagoga de Manchester, que causou a morte de duas pessoas.
Na quinta-feira, Starmer conheceu instalações de uma organização que garante a proteção de escolas e locais de culto judaicos no país. Durante a visita, ele reconheceu a “responsabilidade” de responder à sensação de insegurança da comunidade.
Pressão internacional e esforços governamentais
A proibição desencadeou críticas em Israel. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, denunciou a medida como “vergonhosa” e instou as autoridades britânicas a suspenderem o veto.
O diretor-geral da equipe israelense, Jack Angelides, manifestou sua “consternação” diante da impossibilidade de os torcedores irem ao jogo.
Em resposta, o governo britânico assegurou que está utilizando todos os meios para permitir a realização segura da partida com a presença de todos os torcedores.
Um porta-voz do governo declarou que “o governo está trabalhando com a polícia e outros colaboradores para fazer tudo que está ao seu alcance para garantir que a partida possa ser disputada de forma segura, com todos os torcedores presentes”.
A preocupação com a segurança é justificada pela escalada de atos antissemitas desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, e as subsequentes retaliações de Israel em Gaza.
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