Reino Unido investiga premeditação em morte de ex-ministra
Investigadores classificam crime como ataque planejado, mas ainda não definem motivação do agressor; terrorismo não está descartado
Um cidadão britânico permanece sob custódia, suspeito de terrorismo, após a morte da ex-ministra Ann Widdecombe, 78, encontrada sem vida em sua residência na semana passada. A polícia antiterrorista do Reino Unido apura a motivação do crime.
O comissário assistente Laurence Taylor, responsável pelo policiamento antiterrorista do país, declarou a jornalistas que o caso configura uma investigação complexa: “Está claro que este foi um ataque direcionado. Ainda estamos trabalhando para entender a extensão de qualquer planejamento ou preparação e a motivação por trás desse ataque”, afirmou.
Prisão e enquadramento legal
O suspeito foi detido pela polícia local no sábado, 11, por suspeita de homicídio. Posteriormente, agentes antiterroristas reformularam a prisão, incluindo a acusação de cometimento, preparação ou instigação de atos de terrorismo — o que fez com que o inquérito terrorista passasse a tramitar paralelamente à investigação do assassinato.
Sobre a possível motivação ideológica do agressor, Taylor evitou se posicionar: “É uma investigação complexa. Seria errado de minha parte tentar atribuir uma ideologia [ao agressor] ou definir qual seria essa motivação neste estágio”.
Trajetória política e repercussão
Widdecombe integrava o Reform UK, partido populista liderado por Nigel Farage, e havia deixado o Parlamento britânico em 2010. Ela foi encontrada morta em sua casa, situada em uma região rural no sudoeste da Inglaterra, na última quinta-feira, 9, com ferimentos descritos pela polícia como graves.
O episódio reavivou discussões sobre a proteção de figuras públicas no Reino Unido, país que já registrou o assassinato de dois parlamentares em atividade nos últimos dez anos.
Possível ameaça a outros integrantes do partido
Questionado se outros membros do Reform UK poderiam ter sido visados pelo suspeito, Taylor não deu uma resposta direta, mas reconheceu que essa possibilidade integra o escopo da apuração.
“Claramente, parte da nossa responsabilidade ao investigar crimes desta natureza é garantir a nós mesmos e, consequentemente, ao público e a terceiros, a ausência de qualquer ameaça existente”, declarou o comissário assistente.
Segundo Taylor, essa verificação seguirá como uma das frentes de trabalho da investigação, com o objetivo de adotar medidas que reduzam riscos, caso outra alguma ameaça seja identificada.
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