Reino Unido autoriza clínicas trans para crianças de até 4 anos
Sistema público removeu limite de idade e já atendeu menores de creche; J.K. Rowling denuncia “sacrifício de crianças”
O governo britânico autorizou o atendimento de crianças em idade pré-escolar que “se identificam como transgênero” em clínicas especializadas do sistema público de saúde, segundo o jornal britânico The Telegraph.
A nova diretriz do NHS, o equivalente britânico ao SUS, eliminou a exigência de idade mínima — antes fixada em sete anos — para a entrada nesses serviços.
Com a medida, até mesmo crianças de quatro anos já estão sendo avaliadas por equipes médicas para início de “transição social”.
Dados oficiais mostram que ao menos dez crianças com menos de cinco anos já foram atendidas, e outras 157 com menos de dez anos foram encaminhadas para acompanhamento.
O tratamento inclui aconselhamento psicológico e suporte familiar, sem uso imediato de bloqueadores de puberdade. Ainda assim, a fila de espera ultrapassa 6 mil menores, com tempo médio superior a dois anos.
A medida representa uma guinada radical nas políticas públicas de gênero infantil no Reino Unido e tem gerado forte reação pública.
A escritora J.K. Rowling, crítica das práticas de transição precoce, declarou que o escândalo vai “eclipsar todos os anteriores”.
Em publicação recente, ela afirmou:
“As ações coletivas que estão por vir vão transformar todos os escândalos médicos anteriores em meras notas de rodapé.
O sistema médico cedeu às exigências de uma ideologia sem base científica testável (“unfalsifiable”, em tradução livre), e crianças estão sendo sacrificadas em seu altar”.
A mudança nas diretrizes ocorre após o fechamento da clínica Tavistock, alvo de denúncias por prescrever bloqueadores de puberdade a menores sem evidências científicas suficientes.
A Cass Review, auditoria independente conduzida pelo governo, concluiu que o modelo anterior era falho e recomendou maior cautela, especialmente em casos envolvendo crianças pequenas.
Apesar disso, o NHS descartou a proposta de idade mínima e prevê a abertura de oito novas clínicas regionais.
A triagem agora será obrigatória por especialistas em saúde mental ou pediatria, mas não há mais barreira etária formal para o início do atendimento.
Organizações médicas e psiquiatras alertam que a nova orientação pode repetir erros do passado, especialmente ao negligenciar diagnósticos como autismo e outros transtornos de saúde mental.
Críticos também denunciam a influência de grupos ideológicos na formulação de políticas sensíveis, como o atendimento de crianças em fase pré-escolar em serviços de identidade de gênero.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)