Regime de Maduro ameaça Trinidad e Tobago por possível apoio aos EUA
Diosdado Cabello afirmou que país vizinho permite ações militares americanas em seu território
A ditadura de Nicolás Maduro ameaçou Trinidad e Tobago ao afirmar que responderá caso o território do país caribenho seja usado pelos Estados Unidos para lançar um ataque contra o regime venezuelano.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello (foto), disse: “A Venezuela não briga com ninguém, mas não nos deixa alternativa. Se Trinidad cede seu território para atacar a Venezuela, temos que responder, e não temos outra escolha para impedir que nos ataquem.”
Durante um evento transmitido pela Venezolana de Televisión (VTV) , Cabello, braço direito de Maduro, afirmou que o território trinitário já está sendo usado contra a Venezuela e que ambos os países “sempre viveram em paz”.
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Cooperação militar
Na última sexta, 19, a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, declarou que a “melhor defesa” para o país, neste momento, seria a cooperação militar com os Estados Unidos.
“Não vou declarar guerra à Venezuela, mas tenho o dever de proteger o povo de Trinidad e Tobago, e neste momento, este é o melhor mecanismo de defesa que podemos ter”, disse.
Os EUA instalaram um sistema de radar na ilha de Tobago, onde há a presença de fuzileiros navais americanos. Além disso, aeronaves militares americanas estão autorizadas a utilizar os aeroportos do país.
A secretária-Geral da Comunidade do Caribe (CARICOM), Carla Barnett, pediu na segunda-feira, 22, união entre os 15 membros do bloco diante dos “ventos geopolíticos adversos sem precedentes” que afetam a região.
Trinidad e Tobago e Guiana apoiam os Estados Unidos em sua posição contrária ao regime venezuelano.
Bloqueio a petroleiros na Venezuela
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na última terça-feira, 16, a imposição de um “bloqueio total e completo” a petroleiros que violassem as sanções comerciais dos EUA, tanto na chegada quanto na partida da Venezuela.
A decisão americana visa aumentar a pressão contra o regime.
Em resposta à decisão do presidente americano, Maduro ordenou a mobilização da Marinha da Venezuela para acompanhar navios-tanque que transportam petróleo e seus derivados.
Maduro conversou por telefone com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para denunciar o que chamou de “escalada de ameaças” após o anúncio do bloqueio.
O ministério venezuelano das Relações Exteriores divulgou uma nota, criticando as declarações de Trump de que o petróleo e o território venezuelanos pertenceriam aos EUA. Maduro afirmou que tais declarações “devem ser categoricamente rejeitadas pelo sistema das Organizações das Nações Unidas, pois constituem uma ameaça direta à soberania, ao direito internacional e à paz”.
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