Regime cubano prende opositor três meses após libertá-lo
José Daniel Ferrer havia sido solto pela ditadura cubana, após acordo mediado pelo Vaticano
O regime cubano prendeu nesta terça-feira, 29, o fundador da União Patriótica de Cuba, José Daniel Ferrer, três meses após ser libertado pela ditadura de Miguel Díaz-Canel.
Segundo o regime, Ferrer deixou de comparecer a duas audiências judiciais e violou as condições da liberdade condicional. Com isso, revogaram as libertações dele e do opositor Félix Navarro.
“Não apenas ele não compareceu, mas também anunciou, por meio de seu perfil nas redes sociais, em flagrante desafio e descumprimento da lei, que não se apresentaria perante a autoridade judicial”, disse Marciela Sosa, vice-presidente do Tribunal Popular Supremo de Cuba.
De acordo com Conselho para a Transição Democrática em Cuba (CTDC), a esposa de Ferrer, Nelva Ismarays Ortega, o filho, Daniel José, e os ativistas Roilán Zárraga Ferrer e Fernando González Vaillant foram presos juto com o líder da oposição.
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Libertação
Em janeiro, o regime cubano concordou em libertar Ferrer após acordo com Washington mediado pelo Vaticano.
Ao todo, Cuba libertou 553 presos.
A vice-presidente do Tribunal Popular Supremo, porém, acusou os opositores de servirem aos interesses dos Estados Unidos.
“Além de não cumprirem com os termos de sua liberdade condicional, [Ferrer e Navarro] são pessoas que publicamente convocam à desordem e ao desrespeito às autoridades em seus ambientes sociais e online, e mantêm laços públicos com o chefe da embaixada dos Estados Unidos”, disse Sosa.
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