“Reféns assassinados também devem retornar para casa”, diz Merz
Todos os 20 reféns israelenses ainda vivos em Gaza foram libertados nesta segunda, 13
O chanceler alemão, Friedrich Merz, celebrou nesta segunda-feira, 13, a libertação dos reféns israelenses mantidos em Gaza pelos terroristas do Hamas desde 7 de outubro de 2023.
Merz também cobrou que os corpos dos reféns mortos retornem para Israel.
“Finalmente. Após 738 dias, os reféns estão voltando para casa – com alemães entre eles. Para trás, ficam dois anos de medo, dor e esperança. Hoje, as famílias podem finalmente abraçar seus entes queridos novamente.
Os reféns assassinados também devem retornar para casa, para que suas famílias possam se despedir deles com dignidade. Este dia é um começo: quando a cura pode começar e um passo dado no caminho para a paz no Oriente Médio”, escreveu o chanceler alemão no X.
20 reféns libertados
Todos os 20 reféns israelenses ainda vivos em Gaza foram libertados nesta segunda, 13, como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Segundo o Exército de Israel, os grupos foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha em dois pontos na Faixa e levados para centros de recepção no sul do país para exames e identificação antes do reencontro com as famílias.
A Cruz Vermelha informou que as equipes fizeram duas viagens para concluir a transferência. As autoridades de saúde israelenses confirmaram avaliação médica e apoio psicológico imediatos. O Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos relatou as primeiras ligações por vídeo e reencontros em Re’im.
O governo israelense afirmou que, além dos libertados, receberá os corpos de 28 reféns mortos em cativeiro. As forças de segurança mantêm operação de proteção nas rotas de helicóptero e ambulâncias, com escolta do serviço de inteligência interno.
Em contrapartida, Israel começou a soltar cerca de 2.000 presos palestinos, incluindo aproximadamente 250 que cumprem prisão perpétua.
A lista, divulgada pelo serviço penitenciário, inclui membros do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina e de outras facções. As liberações ocorrem por etapas, com checagem de identidade e condições de saúde.
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