Rede finlandesa tenta descobrir como caminhão foi parar em funeral de Khamenei
Imagens mostram o caixão do líder supremo iraniano sendo transportado em veículo com logotipos da K-Group
Um caminhão com os logotipos da K-Group, uma das maiores redes de supermercados da Finlândia, marcou o funeral do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Imagens divulgadas pela agência Reuters na quarta-feira, 8, mostram o caixão de Khamenei sendo retirado de um caminhão frigorífico durante a passagem do cortejo fúnebre por Karbala, no Iraque.
A cerimônia teve início na última sexta, 3, e se estendeu até esta quinta, 9.
Em nota, a K-Group afirmou não ter qualquer relação com o veículo e disse que tenta descobrir como o caminhão deixou a Europa e chegou ao Iraque.
Em junho, a emissora pública finlandesa Yle identificou um anúncio publicado em um grupo de compra e venda no Facebook (foto) no Iraque oferecendo um caminhão idêntico ao registrado nas imagens do funeral.
O responsável pelo anúncio afirmou à emissora que apenas intermediou a venda do veículo e que, segundo foi informado, o comprador seria o Exército iraquiano.
Morte de Khamenei
Ali Khamenei foi alvo de um bombardeio em Teerã em 28 de fevereiro.
O seu sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido após os ataques dos Estados Unidos e Israel.
O governo israelense já planejava há anos a morte de Ali.
O Mossad, serviço de inteligência israelense, invadiu anos atrás as câmeras de trânsito nas ruas de Teerã para rastrear os passos dos guarda-costas do líder supremo iraniano e de funcionários do alto escalão.
Esses equipamentos faziam parte do sistema de vigilância do regime, usado para identificar e perseguir opositores.
Segundo o jornal Financial Times, o acesso livre às imagens permitiu que Israel mapeasse a capital do Irã e identificasse padrões de movimentação da elite do poder.
Uma das câmeras estava posicionada justamente onde os seguranças de Khamenei estacionavam os seus carros.
Através dela, as autoridades israelenses identificaram padrões, criaram dossiês sobre os endereços dos guardas, os horários de trabalho, rotinas e as pessoas que estavam designadas para proteger o alto escalão.
Quando Khamenei foi executado, os Estados Unidos interromperam o serviço de telefonia celular da Rua Pasteur, em Teerã.
Com isso, os guardas tiveram dificuldades para se comunicar.
“Conhecíamos Teerã como conhecemos Jerusalém. E quando você conhece [um lugar] tão bem quanto conhece a rua onde cresceu, você percebe uma única coisa que está fora do lugar.”, disse um oficial da inteligência israelense ao jornal americano.
Leia mais: 4 coisas importantes sobre o novo líder supremo do Irã
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