Rede de supermercados com 156 anos entra em falência pela segunda vez e começa a se despedir de quase 300 lojas
Rede de supermercados com mais de 150 anos entrou em falência pela segunda vez. Veja por que ela já foi considerada a maior varejista dos Estados Unidos

O que você vai ver
- Qual rede de supermercados com 156 anos entrou em falência pela segunda vez.
- Por que essa rede já foi considerada a maior varejista dos EUA.
- Quais marcas de supermercado faziam parte do grupo.
- O que aconteceu com as lojas depois dessa segunda falência.
Uma das redes de supermercado mais antigas dos Estados Unidos, com 156 anos de história, voltou à Justiça pedindo recuperação judicial pela segunda vez em cinco anos, iniciando o processo de venda e fechamento de quase 300 lojas que ainda mantinha em operação.
Qual rede de supermercados com 156 anos entrou em falência pela segunda vez?
A rede é a A&P (The Great Atlantic & Pacific Tea Company), fundada em 1859 na cidade de Nova York, que em julho de 2015 entrou pela segunda vez em cinco anos com pedido de recuperação judicial, dessa vez operando 296 supermercados espalhados por seis estados americanos.
A primeira recuperação judicial da empresa havia acontecido em dezembro de 2010, e a companhia já vinha lidando havia anos com dívidas elevadas e queda constante nas vendas, num setor de supermercados cada vez mais dominado por grandes redes nacionais com escala muito maior de compra e distribuição.
/ R I P 1859 to 2015 /
— Papa Hemingway✝️✡️ 🇺🇸 (@PopHemingway) July 28, 2024
The Great Atlantic & Pacific Tea Company .. more commonly known as A&P .. was a prominent American grocery store chain in operation from 1859 to 2015. It held the title of the largest grocery retailer in the United States from 1915 to 1975 and until 1965,… pic.twitter.com/sWRDvT43PI
Por que essa rede já foi considerada a maior varejista dos EUA?
Durante boa parte do século 20, a A&P chegou a ser a maior varejista dos Estados Unidos, posição de destaque que hoje seria comparável à ocupada por gigantes do varejo americano atual, construída ao longo de décadas de expansão agressiva de lojas por todo o país desde o fim do século 19.
Essa história de protagonismo no varejo americano tornou o colapso final da empresa, quase 160 anos depois de fundada, um símbolo particularmente forte de como mesmo empresas centenárias e antes dominantes podem desaparecer quando não conseguem acompanhar mudanças profundas no comportamento de compra dos consumidores.
Quais marcas de supermercado faziam parte do grupo?
Ao longo dos anos, a A&P havia reunido diferentes bandeiras de supermercado sob o mesmo grupo corporativo, incluindo nomes como Food Basics, Food Emporium, Pathmark, Super Fresh e Waldbaum’s, marcas que operavam de forma independente nos estados de Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia, Connecticut, Delaware e Maryland.
Cada uma dessas bandeiras havia sido incorporada ao grupo ao longo de décadas de fusões e aquisições, estratégia que ajudou a A&P a manter presença relevante em diferentes regiões, mas que também aumentou a complexidade e o custo de administrar tantas marcas distintas sob controle único.
O que aconteceu com as lojas depois dessa segunda falência?
Diferente da primeira recuperação judicial, que a empresa conseguiu superar mantendo a operação de pé, a segunda falência marcou o fim definitivo da A&P: ainda em 2015, as lojas e as marcas do grupo foram vendidas para outras redes de supermercado.
A rede Acme, do grupo Albertsons, ficou com parte das lojas, a Stop & Shop, do grupo holandês Ahold Delhaize, absorveu outra parte, e a cooperativa Key Food ficou com as bandeiras Food Emporium e Super Fresh, processo que, ao final do ano, encerrou por completo a existência da A&P como empresa independente.

Por que a primeira recuperação judicial não foi suficiente?
A recuperação judicial de 2010 conseguiu reduzir parte da dívida da A&P e manter a empresa operando por mais alguns anos, mas não resolveu o problema estrutural de fundo: lojas em imóveis com contratos de aluguel antigos e pouco competitivos, além de uma estrutura de custos pensada para uma rede muito maior do que aquela que a empresa conseguia sustentar com as vendas da época.
Sem conseguir investir o suficiente em modernização das lojas e sem escala de compra comparável à de redes maiores, a A&P seguiu perdendo espaço para concorrentes nos anos seguintes à primeira falência, até a situação se tornar insustentável de novo em 2015.
- Fundação: 1859, Nova York.
- Dezembro de 2010: primeira recuperação judicial.
- Julho de 2015: segunda recuperação judicial, 296 lojas.
- Fim de 2015: venda total das lojas e extinção da empresa.
O mesmo destino de venda das lojas para concorrentes, encerrando de vez uma marca histórica, também aconteceu com outra rede de eletrônicos americana, como mostra o caso da RadioShack, que teve parte das lojas vendidas após a segunda falência.
Mais detalhes sobre o fim da A&P estão disponíveis na CNBC.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)