Putin quer 120 mil novas bombas para 2026, segundo Kiev
“É uma ameaça que exigirá uma resposta adequada de nossa parte”, assegura oficial ucraniano
De acordo com Vadym Skibitskyi, chefe adjunto da Inteligência de Defesa da Ucrânia, a Rússia planeja fabricar um volume de até 120.000 bombas planadoras ainda este ano, para eventuais ataques em 2026. A meta inclui a produção de 500 unidades de uma nova versão de longo alcance, de acordo com o site Infobae.
Esses projéteis podem atingir mais vilarejos e cidades em território ucraniano. Desde o início da invasão em 2022, o país tem elevado drasticamente a produção de armamentos. Detalhes sobre a fabricação militar russa, no entanto, são classificados como secretos.
Alcance ampliado e uso de drones
As bombas planadoras são consideradas mais acessíveis e fartas do que os mísseis de precisão. O armamento carrega centenas de quilos de explosivo, sendo capaz de romper fortificações e construções. As forças russas utilizam este arsenal para bombardear áreas de linha de frente, como Kharkiv e Kherson.
Segundo dados do Ministério da Defesa, o uso diário dessas armas ficou em uma média de 170 no mês anterior. Skibitskyi afirma que, atualmente, as tropas russas disparam entre 200 e 250 bombas planadoras por dia.
A capacidade de produção em massa impõe um risco à Ucrânia, como reconheceu o chefe adjunto: “É possível derrubá-las, mas a quantidade destas bombas aéreas produzidas na Federação Russa (…) é enorme”. Ele acrescentou: “Se trata de uma ameaça. Uma ameaça que requererá que respondamos adequadamente”.
O alcance desses artefatos, estimado anteriormente em 90 km, permite que aeronaves superem defesas sem cruzar linhas de combate. A Rússia lançará a produção em série de uma nova bomba planadora com capacidade para viajar até 200 km a partir do avião de lançamento.
Kiev acredita que Moscou trabalha em modificações para que as bombas atinjam até 400 km. Essa evolução permitiria ataques profundos em território ucraniano sem depender de mísseis. Ataques registrados em outubro nas regiões de Mykolaiv, Poltava e Odessa demonstram o alcance crescente da arma.
As estimativas da inteligência abrangem também o setor de aeronaves não tripuladas. A Rússia deve fabricar um total de cerca de 70.000 drones de longo alcance em 2025. Deste montante, 30.000 seriam do modelo Shahed.
A produção de drones possibilita ataques mais eficazes ao sistema energético ucraniano. Skibitskyi entende essa intensificação militar como uma ferramenta estratégica. O objetivo seria pressionar a Ucrânia para uma posição menos exigente em eventuais diálogos de paz.
O oficial disse que, “sem dúvida querem nos destruir. Isto está desestabilizando a situação interna”. Em relação a objetivos no terreno, a conquista da cidade de Pokrovsk deve preceder uma ofensiva em direção aos limites da região de Donetsk.
Embora a Coreia do Norte tenha fornecido 6,5 milhões de projéteis de artilharia desde 2023, o ritmo de envio diminuiu em 2025. Pyongyang, no entanto, iniciou a produção em massa de drones de curto alcance FPV e de modelos de ataque de médio alcance em seu próprio território.
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Comentários (1)
Ariadne
14.11.2025 23:12Isto não é guerra... é um verdadeiro extermínio de um povo q vivia em paz, trabalhando, e as crianças o tinham as melhores notas de matemática em comparação a outros países do mesmo continente. Vida longa aos ucranianos apesar do ditador russo.