Putin e Zelensky parabenizam Lula por vitória
Petista foi reeleito para o quarto mandato no domingo, 25
Tanto o ditador russo, Vladimir Putin, quanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, parabenizaram o presidente Lula (PT) pela vitória eleitoral obtida no domingo, 25.
Em mensagem reproduzida no Telegram, Putin afirmou que o resultado reafirmou, “de forma plena”, o reconhecimento das “notáveis qualidades de liderança” de Lula, bem como o apoio às suas “políticas voltadas para assegurar o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e defender sua soberania e seus legítimos interesses no cenário mundial”.
“É impossível subestimar a sua contribuição pessoal para o fortalecimento da parceria estratégica entre o Brasil e a Rússia”, acrescentou o ditador russo.
“Continuaremos, naturalmente, trabalhando em estreita colaboração para ampliar nossa frutífera cooperação bilateral em todas as áreas, bem como nossa atuação construtiva no âmbito da ONU, do BRICS, do G20 e de outros fóruns multilaterais”, concluiu.
Já Zelensky afirmou no X que, para a Ucrânia, é importante que o Brasil “permaneça ativo nos assuntos internacionais e continue contribuindo para a proteção eficaz dos direitos humanos, dos direitos dos povos e dos direitos dos Estados”.
“Agradecemos ao Brasil por seu apoio inabalável à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. Estamos ansiosos para expandir nossa cooperação e parabenizamos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seus notáveis resultados eleitorais”, disse.
Lula e a guerra na Ucrânia
Ao longo do terceiro mandato, Lula questionou a integridade territorial da Ucrânia, país invadido pela Rússia em fevereiro de 2022.
Aliado de Putin, o petista também afirmou que Zelensky “quis a guerra com a Rússia” e que parecia “fazer parte de um espetáculo”.
Durante a pré-campanha, em 2022, Lula disse que a Ucrânia deveria renunciar à soberania da península da Crimeia, ocupada pelos russos desde 2014.
“Putin não pode ficar com o terreno da Ucrânia. Talvez nem se discuta a Crimeia, mas o que ele invadiu [em 2022] vai ter que repensar. O Zelensky não pode querer também tudo o que ele pensa que vai querer. Tudo isso é assunto que tem que ser colocado na mesa”, disse o presidente brasileiro.
O petista também sugeriu que a guerra fosse resolvida “numa mesa tomando cerveja“.
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