Putin e Trump debatem saída para guerra no Irã
Kremlin afirma que líderes discutiram propostas russas para encerrar o conflito; Casa Branca não se pronunciou sobre o telefonema
Vladimir Putin telefonou para Donald Trump nesta segunda-feira, 9, e apresentou propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã, segundo o assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov. A ligação durou aproximadamente uma hora. O conflito na Ucrânia e a situação na Venezuela também foram debatidos. A Casa Branca não se manifestou sobre o diálogo.
Trump vê fim próximo do conflito
Antes do telefonema, Trump declarou acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”. Em entrevista rápida por telefone à correspondente da CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Washington estava “muito à frente” de sua estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o término do conflito.
“Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, ao justificar seu otimismo sobre o desfecho da guerra. O presidente também afirmou ter alguém em mente para substituir o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, mas não forneceu detalhes. Sobre Khamenei, Trump disse não ter “nenhuma mensagem para ele” e classificou sua escolha como um “grande erro”.
Mojtaba Khamenei, clérigo de linha conservadora e filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no dia 28, assumiu a liderança suprema do Irã em meio ao conflito armado.
Moscou promete solidariedade a Teerã
Putin reafirmou o alinhamento russo com o governo iraniano. Em mensagem ao novo líder supremo, o presidente russo declarou: “Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos”, acrescentando que a Rússia tem sido e continuará sendo “um parceiro confiável” da República Islâmica.
Putin ainda fez referência à situação enfrentada por Khamenei: “Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação”.
A postura de Moscou, porém, não chegou a se traduzir em ação direta em defesa de Teerã desde o início dos bombardeios. A reação inicial do Kremlin limitou-se a condenar o que chamou de “passo inconsequente” de Washington e Tel Aviv – um “deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente”.
O jornal americano The Washington Post publicou reportagem indicando que a Rússia teria repassado ao Irã informações de inteligência sobre alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, no contexto da retaliação iraniana aos ataques. Trump, questionado sobre o assunto, rejeitou essa possibilidade.
Leia também: “Acho que a guerra está praticamente encerrada”, diz Trump
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Comentários (1)
Só Trump p/ dar ouvidos ao ditador russo!