Putin autoriza aumento de emissões de gases de efeito estufa
Decreto permite elevação de 22% sobre níveis de 2021, em meio a críticas e desafios climáticos
O ditador russo Vladimir Putin assinou em Moscou, nesta quarta-feira, 6, um decreto que concede à Rússia permissão para expandir suas emissões de gases de efeito estufa em um quinto, até 2035.
A nova regra estabelece um volume máximo autorizado de cerca de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono para o período, o que representa um acréscimo de 22% em relação aos 1,7 bilhão de toneladas emitidas em 2021.
Essa medida ocorre enquanto a Rússia, quarto maior emissor global de CO2, mantém a meta de alcançar emissões líquidas zero até 2060, mas gera questionamentos de ativistas sobre a suficiência de seus compromissos para conter o aquecimento global, segundo a Folha de S. Paulo.
Metas nacionais são pura ficção?
O instrumento legal define um objetivo de redução de 65% a 67% nas emissões de gases de efeito estufa até 2035, tendo como referência o patamar de 1990. A estimativa incorpora a capacidade de absorção de carbono pelas vastas áreas florestais do país. Contudo, a base de comparação de 1990 é considerada por especialistas como potencialmente enganosa.
As emissões russas apresentaram uma diminuição superior à metade entre 1990 e 2000, resultado direto do declínio industrial após a dissolução da União Soviética.
Ambientalistas contestam, dizendo que as metas climáticas da Rússia carecem de clareza e da ambição necessária para uma resposta eficaz à crise global. A nação euro-asiática, com uma economia fortemente dependente da exportação de gás e petróleo, tem se oposto a propostas de abandono gradual de combustíveis fósseis em conferências climáticas internacionais.
Impacto climático e compromissos internacionais
A posição do país se contrapõe diretamente aos princípios do Acordo de Paris, do qual a Rússia é signatária, que estipula o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. A autorização para aumentar as emissões indica uma abordagem que prioriza o desenvolvimento econômico de setores intensivos em carbono.
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Comentários (1)
Rosa
06.08.2025 22:57Trump deu a largada, porquê outros países abjetos não fariam o mesmo? Quem é tão rico e poderoso acha que podem se defender de tudo que a mudança climática nos impinge e impingirá.